Ricardo Stuckert/Instituto Lula
Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Lula critica empreiteiras em entrega de casas

Ex-presidente citou preconceito de classe ao recordar as visitas que fez a unidades entregues pelo programa Minha Casa Minha Vida

Ricardo Galhardo, O Estado de S. Paulo

20 de dezembro de 2014 | 15h15

São Paulo - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou na manhã deste sábado, 20, da inauguração do primeiro conjunto habitacional gerido pelo Movimento dos Trabalhadores SemTeto (MTST) financiado com os recursos dos governos federal e estadual e fez críticas à qualidade do serviço entregue por empreiteiras contratadas por meio do programa Minha Casa Minha Vida.

Falando sobre preconceito de classe no Brasil, Lula recordou as visitas que fez as primeiras residências entregues pelo programa. “Nunca vou me esquecer de uma casa que eu fui visitar em Governador Valadares (MG). Quando eu entrei, se eu não fosse o presidente da República e tivesse de respeitar uma certa liturgia, eu teria me pegado de cacete com os caras que cuidaram daquela casa”, disse o ex-presidente.

Segundo Lula, para baratear o custo da residência, a obra não estava acabada, faltavam forro, piso e portas. “O cara que pensa numa casa assim para um trabalhador eu duvido que ele tenha coragem de colocar a mãe ou a mulher dele lá dentro”. O ex-presidente estava indignado com falta de cuidado nas construções, por se tratar de moradia de baixa renda. Lula citou um caso de um empreiteiro que disse que não adiantava colocar elevador, pois os moradores não saberiam cuidar.


“Tem que tirar os empreendimentos da mão das empreiteiras e entregar para a sociedade”, disse Guilherme Boulos, coordenador do MTST. 

O Conjunto Habitacional João Cândido, em homenagem ao marinheiro lidere da reforma da chibata em 1910, em Taboão da Serra, na Grande São Paulo, tem 192 unidades que terão o custo de R$ 90 mil cada. As unidades são de 2 e 3 quartos, com 63 m², a mensalidade é de R$ 50 a R$ 90 reais. Parte de uma modalidade do MCMV Entidades, na qual o governo tinha repassado recursos para movimentos populares de luta por moradias - 2% do total do empreendimentos do programa.

Do custo total de R$ 90 mil, R$ 20 mil vem do Governo do Estado e o restante do Governo Federal. Os movimentos podem colocar critérios próprios, além daqueles do Governo Federal.

 

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