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Lula critica apartheid comercial e sugere bloco de emergentes

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva qualificou hoje o protecionismo dos países ricos como um "apartheid comercial" e defendeu a união dos países emergentes nas conversações econômicas com as grandes potências. Segundo o presidente, países em desenvolvimento como o Brasil "têm feito um enorme e bem sucedido esforço para aumentar a competitividade de seus produtos e para desenvolver sua infra-estrutura", mas essas conquistas são hoje frustradas pela existência de medidas protecionistas por parte dos países ricos. "Isso é um verdadeiro apartheid comercial e agrava a exclusão social", disse. "Precisamos combater isso com determinação."Lula propôs a formação de um bloco de países emergentes para servir de contrapeso aos Estados Unidos e União Européia (UE) nas negociações comerciais. Segundo ele, os países ricos estão mais "preparados economicamente e socialmente" para as negociações. "Eles são mais espertos para negociar, são mais duros, defendem melhor seus interesses, precisam menos de nós", afirmou. "Então o que precisamos fazer? Criar um outro bloco." O presidente afirmou que o Brasil está tentando primeiro fortalecer o Mercosul para estabelecer uma negociação com a UE e a Alca.A segunda fase dessa estratégia, segundo ele, consiste na aproximação com países de outras regiões do mundo, como a África do Sul, Rússia e Índia. "Isso para que tenhamos uma força capaz de fazer os países ricos perceberem que nós não estamos mais tão dependentes deles", disse Lula. "Quando isso acontecer, vai ficar mais fácil negociar." O presidente afirmou que países como o Brasil, China, Índia, Argélia e México "não precisam ser convidados pelo G8 (grupo dos países ricos) para fazer uma reunião". "Nós poderemos fazer isso sozinhos", disse na aula pública na universidade London School of Economics and Political Science.

Agencia Estado,

14 de julho de 2003 | 18h31

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