Lula continua ´jogando um bolão´ para o Brasil, diz ´Guardian´

Em sua edição desta segunda-feira, o jornal britânico The Guardian publica reportagem elogiando o presidente brasileiro. Segundo o jornal, "desde que ganhou a Presidência, em 2002, Luiz Inácio Lula da Silva tem reformulado a imagem do Brasil no exterior como ´o país do futuro´ para uma nação que luta, concretamente, para resolver seus problemas econômicos e sociais". O título da reportagem é, numa tradução livre, "Lula continua a jogar um bolão para o Brazil" ("Lula continues to play a beautiful game for Brazil").Comentando a recente visita de Lula ao Haiti, a matéria afirma que "a viagem reforçou como o governo de Lula ganhou visibilidade no palco mundial e, combinado com as notícias econômicas positivas no Brasil, fez muitos considerar o potencial futuro do presidente em casa?. O Guardian ressalta, no entanto, que o presidente enfrenta alguns problemas, como o fato de o Conselho Federal de Jornalismo ter sido ?denunciado pelos profissionais da mídia local como um golpe de autoritarismo? e a inflação que registrou a maior alta em 15 meses, em julho."Todavia, essas dificuldades não são vistas como insuperáveis", escreve o diário. "A popularidade de Lula está segura contanto que a economia e o emprego continuem crescendo." "A questão, parece, não é se o Partido dos Trabalhadores (PT) ganhará as próximas eleições, mas quão larga será a margem de vitória e quão convincente um mandato será fornecido para o governo Lula.?JurosO jornal Financial Times, da Grã-Bretanha, também publica em sua coluna The Lex Column um texto sobre o Brasil. O diário aborda a apresentação feita na semana passada, em Londres, pela missão do Banco Central do Brasil e do Tesouro Nacional. ?O PIB no segundo trimestre subiu 5,7% na comparação ano a ano. A conta de transações correntes está em território positivo e o governo está apresentando um sólido superávit primário.? Mas o Financial Times questiona se o Brasil ?realmente escapou de seu paradoxo financeiro?. ?(Na casa de) 55% do PIB, a dívida líquida do setor público é manejável. Mas altas taxas de juros reais, mesmo para o nível do mercado emergente, a faz mais onerosa?, afirma o jornal. Para baixar os juros, o diário diz que o ?mercado precisa acreditar que o Brasil pode crescer para pagar a dívida sem outra crise fiscal, cambial ou política?. ?O sucesso, então, requer confiança?, continua. ?Isso existe hoje. Mas a estrutura da dívida do Brasil a deixa sensível a mudanças no humor.?

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