André Dusek/Estadão
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Lula considera que governo precisa qualificar debate sobre pacote do Senado, diz Renan

Após reunião com ex-presidente e cúpula do PMDB, senador afirma que propostas apresentadas por ele para combater a crise devem ser discutidas por todo o Legislativo

Erich Decat, O Estado de S. Paulo

12 de agosto de 2015 | 14h52

BRASÍLIA - Em conversa com lideranças do PMDB realizada nesta quarta-feira em Brasília, o ex-presidente Lula considerou que deve haver “sensibilidade” por parte do governo para “qualificar” o debate neste momento de crise econômica e política.

A reunião contou com a presença do vice-presidente da República e articulador político do governo, Michel Temer, do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), de lideranças do PMDB no Senado e ministros do partido.

Segundo Renan, parte das conversas foi em torno do pacote anticrise apresentado por ele ao governo nesta semana. “Ele acha que se o governo tiver sensibilidade isso pode qualificar o debate. Falou da necessidade de se ter um rumo de discussão”, afirmou Renan Calheiros ao Estado.

Na saída do encontro, realizado no Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente, Temer informou que foi abordada a extensão da discussão das propostas para todo o Legislativo. "Temos de ter uma conjugação de todos os setores do Brasil e no próprio Legislativo", disse o vice-presidente.

Essa cobrança também foi feita pelo ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, em reunião realizada ontem com lideranças partidárias da Câmara. Na ocasião, chegou-se a rascunhar algumas propostas, mas após intervenção do líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), preferiu-se, inicialmente, realizar um debate com as bancadas. Segundo Temer, nos próximos dias deverá ser realizada uma reunião conjunta entre o Senado e a Câmara para debater o tema.

A reunião de hoje foi feita a pedido de Lula e não contou com a participação de lideranças do PMDB da Câmara dos Deputados, comandada por Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O deputado rompeu com o governo em meados de julho, após ter o nome citado pelo delator Julio Camargo, na Operação Lava Jato.

Lula desembarcou em Brasília ontem e participou da abertura da 5ª Marcha das Margaridas. Na ocasião, o petista, reconheceu que a presidente Dilma Rousseff pode ter cometido erros, mas disse que é preciso ajudá-la a consertá-los. A previsão é que Dilma também participe no dia de hoje do encerramento da Marcha.


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