Lula confunde público com privado, diz Alckmin

Assim como o candidato tucano José Serra, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) criticou ontem o fato de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter pedido votos para a prefeita Marta Suplicy (PT), sua companheira de partido, na inauguração do prolongamento da Avenida Radial Leste, que ocorreu no sábado. "Não vejo problemas no fato de o presidente apoiar a sua candidata", afirmou o governador. "O problema é quando se confunde o público com o privado e se mistura um evento público, pago pelo governo, para apoiar um candidato." Na inauguração, o presidente Lula não fez cerimônia para pedir votos a Marta. "Se as pessoas querem continuar tendo progresso nas políticas sociais, não tem outro jeito: dia 3 de outubro, é votar na Marta Suplicy para continuar administrando São Paulo", declarou o presidente. O governador afirmou que esse tipo de campanha "não é boa para o Brasil". "Se ela é a candidata dele, ele deve aparecer no horário eleitoral, nos comícios, nos momentos dedicados à campanha", disse Alckmin, que já foi ao programa de TV de Serra para dizer que ele é o único candidato com quem "trabalha bem". Alckmin acredita que o segundo turno deve ser disputado entre Marta e Serra. "Pesquisa é intenção de voto, e não o voto propriamente dito, mas pelo que elas vêm mostrando, o segundo turno deve ser esse mesmo." O tucano se mostrou confiante em relação à campanha de Serra. "A campanha deve ser essa mesma, propositiva, mesmo no segundo turno." Na opinião de Alckmin, é um "bom sinal" o fato de o candidato tucano ser o mais atacado na campanha. "Quem não sofre ataques durante a campanha é porque não tem chances de ganhar a eleição", analisou o governador. "O povo tem sabedoria para encaminhar a eleição."

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