Lula compara investimentos de seu governo aos da era Geisel

Lula compara investimentos de seu governo aos da era Geisel

Segundo presidente, que anunciou o lançamento do PAC 2 para março, diferença é que militar endividou o País

estadao.com.br,

12 Fevereiro 2010 | 15h25

Em discurso no qual voltou a exaltar o republicanismo dos gastos de seu governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comparou nesta sexta-feira, 12, os investimentos da gestão atual ao do governo militar de Ernesto Geisel (1974-79), e anunciou que a segunda edição do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) será lançada no dia 26 de março. No mesmo mês, comunicou, o governo também vai lançar a ferrovia Leste-Oeste. Segundo Lula, a alocação das verbas é decidida sem privilegiar partidos ou alianças políticas.

 

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Ao falar na cerimônia de inauguração da barragem do Ribeirão João Leite, em Goiânia, Lula fez um balanço das obras já executadas pelo seu governo, e ressaltou a importância da interligação do País por ferrovias para a redução dos custos.

Lula disse que depois dele, só o governo Geisel investiu mais em infraestrutura no País. A diferença, segundo o presidente, é que o governo Geisel endividou o Brasil. Hoje, ainda de acordo com Lula, o Brasil empresta para o Fundo Monetário Internacional, trouxe de volta as empresas que deixaram o País em busca de investimentos e reaparelhou a engenharia do Exército, que tem assumido obras importantes.

 

Sem privilégios

O presidente voltou a afirmar que não privilegia partidos na liberação de recursos para estados e municípios. "Governar o País não é governar para um grupo e amigos", disse. Como exemplo, citou a compra da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil.

Segundo o presidente, apesar das críticas de aliados, ele optou pela compra da instituição porque queria transformar o Banco do Brasil no maior banco do País, e porque queria resolver também o problema de crédito.

"Ao invés de privatizar os bancos, nós os compramos pelo Banco do Brasil. Quem é que salvou o crédito nessa crise? Foi o Banco do Brasil, foram os bancos públicos. Se não fossem os bancos públicos, a gente tinha levado o País a uma crise tão grave quanto nos Estados Unidos e nos países da Europa", afirmou.

 

Com informações de Tânia Monteiro, da Agência Estado

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