Fabio Motta/AE
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Lula comete gafe e diz que governo vai lançar PAC 2 em 2011

Presidente já terá deixado cargo em 2011; depois, ele se corrigiu e disse que governo irá 'preparar' o PAC

Adriana Chiarini e Luciana Nunes Leal,

28 Outubro 2009 | 14h58

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recuou das declarações que tinha feito anteriormente no ginásio da Mangueira, de que Dilma Rousseff receberia, em 2011, prefeitos e governadores para falar do novo PAC, que seria lançado em 2011 para até 2015. O governo Lula, no qual Dilma Rousseff é ministra-chefe da Casa Civil, termina em 2010. A ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff não é oficialmente candidata, mas o presidente Lula vem trabalhando para que ela seja sua sucessora.

 

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O presidente disse, na entrevista após o discurso, que o governo deve preparar o PAC de 2011 no início do ano que vem. Isso permitirá que o novo governo tenha recursos para o PAC colocados no orçamento, quando começar. Segundo Lula, é importante que os governadores e prefeitos comecem a definir suas propostas para o novo PAC. A ministra acompanhou Lula na inauguração do Ginásio da Vila Olímpica da Mangueira, na manhã desta quarta-feira, 28.

 

Violência no Rio

 

No mesmo discurso de inauguração do Ginásio de Esportes em homenagem ao compositor e intérprete Jamelão, o presidente falou também da violência na cidade do Rio de Janeiro. De acordo com ele, o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), não tem como acabar com a violência em um minuto. Se fosse assim, disse Lula, o problema não duraria tantas décadas.

 

O presidente da República afirmou que "com o narcotráfico não tem poema" e defendeu a prisão para os traficantes. No entanto, ele também afirmou que 99,99% da população nas favelas é trabalhadora. "Seria irresponsabilidade do governo federal dizer que o problema é do Sergio Cabral e do Eduardo Paes (PMDB, prefeito do Rio)", disse.

 

Lula contou que o ministro da Justiça, Tarso Genro, conversou por três horas na terça-feira, 27, com Cabral e lhe apresentou uma proposta de apoio do governo federal à segurança no Rio. "Vamos dar forma jurídica", disse. "Quando vejo agressão seja no Rio de Janeiro ou na Bahia, é como se fosse na porta do Alvorada, porque todos nós somos brasileiros."

 

O presidente foi muito aplaudido pelas crianças na quadra da Mangueira. Ele beijou a bandeira da escola de samba e viu a apresentação dos cantores Nelson Sargento e Alcione, que interpretaram músicas de Jamelão. A ministra Dilma Rousseff, também no palco, acompanhava de sua cadeira, longe dos microfones, mas cantando todas as músicas.

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