Lula comenta caso Waldomiro Diniz no programa de rádio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que não há (no governo) dificuldades que não possam ser superadas e que ele está pronto para enfrentá-las. Durante o programa "Café com o Presidente", no qual fez referência às denúncias de irregularidades que pesam sobre o ex-subchefe de Assuntos Parlamentares da Secretaria de Coordenação Política e Assuntos Institucionais, Waldomiro Diniz, afirmou que todas as denúncias, durante o seu governo, serão apuradas."Em nenhum momento, qualquer pessoa pode imaginar que uma denúncia qualquer possa causar uma crise política no País", disse Lula no programa. Ele explicou também que a Polícia Federal será acionada e que o Ministério Público tem autonomia para fazer suas investigações, assim como o Congresso Nacional.Sobre a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as denúncias contra Diniz, o presidente afirmou que o Congresso tem "maturidade" e "inteligência" para decidir se vai instaurá-la ou não. Nos pouco mais de cinco minutos de conversa durante o programa, Lula não chegou a pronunciar o nome de Waldomiro Diniz, a quem chamou de "cidadão"."Esse cidadão cumpriu uma função entre o governo federal e o Congresso. Até agora, não tem nenhuma prova de que ele tenha cometido algum ato ilícito nessa função", desafiou o presidente. De acordo com o ele, se Diniz cometeu alguma delito antes ou fora de sua função é um problema para a Polícia Federal resolver e para o Ministério Público investigar.Lula lembrou que, ao tomar conhecimento da reportagem sobre as acusações contra Diniz, agiu imediatamente. "Soube da notícia às 10h30 da manhã e, ao meio-dia, eu já tinha exonerado o cidadão que estava envolvido", afirmou o presidente.Sobre a Medida Provisória proibindo bingos e caça-níqueis no Brasil, baixada na sexta-feira, o Presidente reconheceu que a medida é dura, mas benéfica ao povo brasileiro e necessária para evitar que o Brasil continuasse tendo bingos que não eram legalizados e que muitas vezes funcionavam através da indústria da liminar.Ele afirmou ainda não ter ficado nervoso em nenhum momento com as notícias de denúncia que pesam sobre o Diniz. "Um presidente da República não pode nunca ficar nervoso. Todo mundo tem o direito de falar o que quer, de ficar nervoso, mas o presidente não", disse. Segundo ele, nesse ano (de governo) aprendeu não perder a calma em momento algum. Finalmente, o presidente elogiou o comportamento da imprensa e de seus adversários políticos. "É sempre importante dizer que não é (denúncia) de um adversário. É preciso saber se (a denúncia) tem fundamento ou não, se há indícios de prova ou não. Nosso papel é apurar", afirmou. Em tom calmo, mas sem completar algumas frases, Lula disse ainda que não está governando o Brasil por interesse próprio, mas afirmou que pode cuidar do Brasil melhor do que aqueles que vieram antes dele, em referência aos governos anteriores.EnchentesSobre as recentes enchentes que castigaram parte da população, o presidente destacou as ações do governo para ajudar as vítimas, com a liberação do Fundo de Garantia (FGTS) para os que tiveram prejuízo, além de uma verba de R$ 339 milhões para que não falte comida, remédios e água potável para as populações atingidas. "Não apenas liberamos o FGTS como, pela primeira vez da história, o governo federal assumiu grande parte da responsabilidade pelas enchentes", ao se referir à liberação de recursos do FGTS para as vítimas das chuvas. "O governo federal tomou também a decisão de gastar praticamente R$ 139 milhões para recuperar as estradas federais que foram estragadas pela chuvas."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.