Lula cobra de empresas patrocínio para atletas deficientes

Presidente discursa para atletas que participam dos jogos Parapan-americanos, no Rio de Janeiro

Adriana Chiarini

17 de agosto de 2007 | 14h23

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou seu discurso nesta sexta-feira, 17, para atletas Parapan-Americanos pedindo um minuto de silêncio em homenagem às vítimas do avião da TAM que se acidentou a um mês no aeroporto de Congonhas (SP), e também às vítimas do terremoto ocorrido no Peru, na quarta-feira.   O presidente afirmou que apenas a Caixa Econômica Federal (CEF) patrocina os Jogos Parapan-Americanos, e perguntou "por que outras empresas que ganham tanto dinheiro nesse País não patrocinam".   De acordo com o presidente, a razão deve ser "preconceito". Ele disse aos atletas que enquanto for presidente haverá recursos para deficientes. "A hora em que acabarem os recursos da Caixa, tem Petrobras, Correios, Eletrobrás", afirmou.   Lula disse que "o preconceito é uma das doenças mais nojentas que a humanidade criou". Lula fez uma crítica também a pessoas que vão ao Palácio do Planalto, ao comentar que abriu o Palácio certa vez para os cães-guias de deficientes visuais.   "Os cães se portaram melhor do que muita coisa que vai ao Palácio", disse rindo. De acordo com Lula, "quem proibir vocês de entrar com o cão-guia está cometendo um crime contra 15% da população brasileira que tem algum tipo de deficiência". E completou, levantando a mão esquerda com quatro dedos devido a um acidente de trabalho que lhe tirou o dedo mindinho. "Até eu".   O presidente criticou, sem citar nomes, a deputada federal Denise Frossard, lembrando que "uma pessoa aqui no Rio disse que era natural sentir asco quando visse um deficiente". Lula afirmou que o que faz a diferença é a alma, o coração e a consciência política. Ele fez críticas, também sem citar nomes, a "quanta gente que tem os dois ouvidos bom, e não quer escutar, os dois olhos, e não quer enxergar, parecem que são perfeitos, e quantos defeitos tem como ser humano".

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