Lula classifica de madura decisão da OEA sobre conflito regional

Comissão não faz condenação à Colômbia, mas prevê nova desculpa ao Equador e envio de missão investigativa

REUTERS

05 de março de 2008 | 17h36

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva considerou "madura" a decisão da Organização dos Estados Americanos (OEA), que aprovou nesta quarta-feira, 5, uma resolução afirmando que a Colômbia violou o território do Equador e decidiu formar uma comissão para investigar o incidente. A posição da OEA coincidiu com o que vinha sendo defendido pelo Brasil e Lula classificou de "passo extremamente importante" a criação de uma comissão de investigação liderada pelo secretário-geral da organização, José Miguel Insulza.  Veja também:PT diz que Colômbia pode ameaçar a paz na América LatinaRaúl Reyes foi localizado após uma ligação de Chávez, diz rádioEm telefonema para Sarkozy, Chávez reafirma posição pacifista Resolução diz que Colômbia violou soberania do EquadorUribe vem ao Brasil e negociações avançam, diz AmorimVenezuela inicia envio de batalhões à fronteira Colômbia exibe imagens da incursão militar  Dê sua opinião sobre o conflito   Por dentro das Farc Entenda a crise   Histórico dos conflitos armados na região  'É possível que as Farc se desarticulem'   Embaixador brasileiro Osmar Chohfi comenta decisão da OEA "Acho importante, porque vamos aprendendo também que por mais soberano que seja um país, ele é soberano no seu território e não no território dos outros", afirmou Lula a jornalistas antes de participar de uma cerimônia no Palácio do Planalto. "Se a gente permite que isso continue acontecendo sem que haja uma ação em conjunto de todos os países, amanhã qualquer fronteira pode ser violada e as pessoas acham que não têm que dar explicações", acrescentou. Lula defendeu mais uma vez a necessidade de uma solução pacífica para o conflito que envolve os dois países sul-americanos, depois que tropas colombianas entraram em território equatoriano em ação contra as Forças Armadas revolucionárias da Colômbia (Farc). "Não há nenhuma perspectiva desse continente dar um salto de qualidade, de crescer economicamente, socialmente, se a gente não estiver vivendo uma política de paz, harmonia e tranquilidade. Se os países não forem verdadeiramente irmãos", disse Lula. "Se por qualquer razão eu fico tendo ingerência em outro país, isso vai criando fissuras, atritos. As coisas em vez de andar para frente, andam para trás", afirmou o presidente, que observou ainda que a decisão da OEA foi "bastante rápida". Lula disse que não conversou com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, em nenhum momento do atual conflito. (Texto de Mair Pena Neto)

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