Amanda Perobelli/Estadão
Amanda Perobelli/Estadão

Lula grava locução para animação que será divulgada após ele ser preso

Segundo petistas, gravação teve que ser interrompida diversas vezes porque voz do ex-presidente ficava embargada a cada frase

Ricardo Galhardo, O Estado de S.Paulo

07 Abril 2018 | 09h01

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva gravou locução para um vídeo de animação produzido pelo PT que será divulgado depois que o ex-presidente estiver preso. Segundo pessoas que acompanharam a gravação, os trabalhos foram interrompidos diversas vezes. A cada frase a voz do petista ficava embargada. Em ao menos uma dessas vezes Lula chorou.

+++AO VIVO: Prisão de Lula

Quem presenciou a cena atribuiu o choro ao tom emotivo da animação na qual Lula, em primeira pessoa, conta sua história desde a fuga da fome em Pernambuco em um caminhão pau-de-arara ao lado da mãe, dona Lindu, e cinco irmãos, até a trajetória como líder sindical, a fundação do PT e a chegada à Presidência da República.

“Não tenho medo do que vem no futuro”, diz Lula no vídeo, que pode ser assistido abaixo: 

+++Ex-ministro da Justiça e aliados conduzem acordo com a PF

Várias pessoas que estavam na sala de gravação também foram aos prantos junto com o ex-presidente.

Diversos parentes de Lula estiveram na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC nesta sexta-feira. Entre eles os irmãos Frei Chico, Vavá (em uma cadeira de rodas devido a uma perna amputada em decorrência de diabetes) e Maria. Os filhos Fábio Lula e Lurian também estavam com o pai e passaram a madrugada dormindo com ele.

Ex-companheiros da direção do sindicato como Jair Menegheli, Djalma Bom, Vicentinho e Devanir Ribeiro também estiveram no local.

Mais de 15 horas depois de esgotado o prazo para se entregar à Polícia Federal em Curitiba, o ex-presidente Lula continua no sindicato, na rua João Basso, São Bernardo do Campo. Ele chegou ali pouco depois das 19h desta quinta-feira, 5, menos de duas horas depois de ser informado sobre o decreto de sua prisão expedido pelo juiz Sérgio Moro, da Operação Lava Jato.

Moro deu a Lula prazo para se entregar ‘voluntariamente’ à PF até as 17 horas de sexta-feira. O petista ignorou e se deslocou até a sede do sindicato onde comandou as greves históricas dos anos 1970 e, depois, a criação do PT. Lula passou o dia inteiro no sindicato ao lado de membros do partido.

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