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Lula chega à China em visita oficial e deve fechar acordos

Os dois países devem assinar acordos comerciais no campo da energia e da cooperação científica

Efe,

18 de maio de 2009 | 02h58

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aterrissou na manhã desta segunda-feira, 18, no aeroporto de Pequim para iniciar sua visita de Estado de três dias à China, segundo informou a agência oficial Xinhua.  Lula, que acabou de sair de uma visita oficial a Riad (Arábia Saudita), só começa os atos oficiais na terça-feira, 19, e na agenda desta segunda conta apenas com um jantar privado com seu colega chinês, Hu Jintao, um encontro prévio ao protocolo de terça-feira.

 

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A delegação comercial que acompanha o presidente em viagem é formada por cerca de 50 empresários, entre os quais se destacam delegados de empresas como Petrobras, cujo executivo-chefe, José Sérgio Gabrielli de Azevedo, também se deslocou a Pequim. Assim, espera-se que China e Brasil assinem importantes acordos comerciais neste encontro, especialmente no campo da energia e da cooperação científica.

 

A agenda de Lula, que volta à China após ano passado ter ido ao país antes dos Jogos Olímpicos de Pequim para promover a candidatura dos Jogos no Rio de Janeiro em 2016, inclui também reuniões com o primeiro-ministro, Wen Jiabao, e o vice-presidente Xi Jinping, entre outros líderes, e grupos de empresários chineses.

 

Em fevereiro, a Petrobras já rubricou um documento para a venda de entre 60 mil e 100 mil barris diários de petróleo à China, um acordo que ainda pode ser ampliado. Segundo dados oficiais brasileiros, o volume de comércio bilateral entre Brasil e China chegou aos US$ 36,440 bilhões em 2008, o que representa 55,9% de aumento em relação ao ano anterior.

 

A China, que importa uma grande quantidade da soja brasileira, superou no mês passado os Estados Unidos como principal parceiro comercial do Brasil, depois que o comércio bilateral entre Pequim e Brasília atingiu US$ 3,2 bilhões em abril, frente aos US$ 2,8 bilhões entre Washington e Brasília.

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