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Lula chega à Arábia Saudita em busca de acordos comerciais

Visita é a 1ª de um chefe de Estado do Brasil a Riad; acordos envolvem indústrias petrolífera e farmacêutica

Andrei Netto, enviado especial de O Estado de S. Paulo,

16 de maio de 2009 | 11h09

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a Riad, às 12h17min deste sábado, 16, horário local (6h17 no horário de Brasília), para a primeira visita oficial de um chefe de Estado do Brasil à Arábia Saudita. Lula aterrissou ao meio-dia na base aérea da cidade e foi direto para o local no qual ficará hospedado até amanhã, o Palácio de Hóspedes, ex-residência real construída há 90 anos.

 

O presidente chegou acompanhado da primeira-dama, Marisa Letícia, que vestia uma túnica negra, respeitando as tradições muçulmanas do país - e não o xador, o traje feminino típico. Completaram a comitiva os ministros das Relações Exteriores, Celso Amorim, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Miguel Jorge, e das Comunicações Sociais, Franklin Martins, além do assessor especial da presidência, Marco Aurélio Garcia.

 

O primeiro encontro oficial só acontece às 19h (13h de Brasília), quando Lula receberá no Palácio de Hóspedes o secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC), Abdul Rahman al Attiya. Na pauta do encontro estão as negociações do acordo de livre comércio do GCC - união regional formada pela Arábia Saudita, o Catar, o Kuait, os Emirados Árabes Unidos, Omã e o Bahrein. O acordo até aqui enfrenta resistências de companhias do setor petroquímico brasileiro, receosas da concorrência com os árabes.

 

A seguir, às 20h, a comitiva brasileira será recebida pelo rei saudita Abdullah bin Abdulaziz al Saud para um jantar oficial. Acompanhado de uma delegação de 50 empresários, o governo planeja fechar dois acordos comerciais nas indústrias petrolífera e farmacêutica. O primeiro envolve mineração e será firmado entre a Petrobras e a Modern Chemical (Modern Mining Company).

 

O segundo reúne a brasileira Biomm S.A. e a saudita Gabas Global for Biotechnology, que formarão uma joint venture no valor de US$ 100 milhões - dos quais US$ 30 milhões do lado brasileiro - para a produção de insulina humana, transferência de tecnologia e o treinamento de pessoal. Riad é primeira etapa da um giro internacional que incluirá ainda Pequim, na China, e Istambul e Ancara, na Turquia. O retorno ao Brasil está previsto para o dia 23.

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