Lula chama de 'falso moralismo' limites da lei eleitoral

O presidente Luiz Inácio Lula da Silvachamou de "falso moralismo" as restrições da lei eleitoral naliberação de recursos em ano de eleições ao assinar nestasexta-feira contratos do Programa de Aceleração do Crescimento(PAC) com Estados. "Você tem o dinheiro, a necessidade, você tem as pessoasque precisam e, pelo falso moralismo deste país, se parte dopressuposto que um presidente ou um governador assinar umcontrato com um prefeito é beneficiar o prefeito. Ou seja, é olado podre da hipocrisia brasileira, em que você pára umdeterminado tempo pela suspeição", afirmou Lula no Palácio doPlanalto. O presidente deixou claro que precisava assinar osconvênios com os governadores para cumprir o prazo das regraseleitorais. Em geral, Lula viaja aos Estados para lançar asobras do PAC em cerimônias com farta presença popular e depolíticos. O governo quer evitar punições pelo não cumprimento dalegislação eleitoral, que permite a execução de obras nosEstados e municípios somente até 5 de julho, quatro meses antesdas eleições municipais, que se realizam em outubro. "Este ato está sendo feito aqui hoje por uma única razão: éque no começo de julho nós não podemos mais assinar contratosporque a eleição neste país, ao invés de ser uma coisaimportante para consagrar a democracia, ela faz com que quemgoverna fique um ano sem governar em quatro anos de mandato",criticou. Ao reiterar que os contratos do PAC são assinados comgovernadores e prefeitos de todos os partidos, Lula convocou oschefes de Executivo a chancelarem as obras porque a Fazendafica "doida" para ficar com os recursos e engordar o superávitprimário. Ele exemplificou com a verba que está disponível na CaixaEconômica Federal (CEF), de 1,5 bilhão de reais, que ficarápresa se os contratos não forem assinados a tempo. (Texto de Carmen Munari; Edição de Fabio Murakawa)

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