Lula cai para 37,5% e Alckmin sobe para 20,6%, diz pesquisa

A violação do sigilo do caseiro Francenildo Santos Costa atingiu a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo a pesquisa CNT/Sensus. As intenções de voto para o presidente Lula caíram de 42,2% para 37,5%, em relação ao levantamento feito em fevereiro. O candidato do PSDB, Geraldo Alckmin cresceu de 17,4% para 20,6%. O pré-candidato do PMDB, Anthony Garotinho oscilou de 14,4% da última pesquisa para 15%. A candidata do P-Sol, Heloísa Helena, recuou de 5,1% para 4,3%. Indecisos, brancos e nulos somaram 22,7%, ante 21,1% na pesquisa anterior. A margem de erro é de 3% para mais ou mais menos.Na simulação de um segundo turno, a queda de Lula é mais acentuada. Ele caiu de 51,3% para 45%, enquanto o tucano subiu de 29,7% para 33,2%. Indecisos, brancos e nulos passaram de 19,1% para 21,9% nesse cenário. Na simulação em que Lula enfrenta Anthony Garotinho no segundo turno, o presidente aparece com 48,5% das intenções ante 54,1% no levantamento feito em fevereiro. Garotinho permanece praticamente estável, oscilando de 24,1% para 24,2%. Indecisos, brancos e nulos sobem de 21,9% para 27,6% nessa simulação de segundo turno Lula-Garotinho.O diretor Ricardo Guedes afirmou que o quadro revelado pela pesquisa ainda é favorável ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, embora gere segundo turno. Ele explicou que os números da pesquisa são próximos do resultado da eleição presidencial de 2002, quando Lula ganhou o primeiro turno, com 41,6% dos votos, contra 25% de Serra e 16% de Garotinho. Segundo Guedes, a pesquisa mostra que a população avalia que a economia vai bem e, por isso, a aprovação ao governo manteve-se praticamente estável. ConseqüênciaO diretor do Instituto Sensus Ricardo Guedes afirmou que a queda de Lula na pesquisa de intenção de voto divulgada hoje foi conseqüência do episódio do caseiro. Mas, segundo ele, Lula pode se recuperar nos próximos levantamentos porque 85% do impacto da violação do sigilo já ocorreu. Para referendar a análise de que o episódio prejudicou Lula, Guedes utilizou um dado da pesquisa que mostra que 34,2% dos entrevistados têm acompanhado o noticiário sobre o tema e outros 25,8% ouviram falar do assunto. Do total dos dois grupos, 62,1% consideram que o episódio tem impacto negativo na reeleição de Lula, enquanto 26,8% avaliam que não foi negativo.Avaliação estávelA avaliação positiva do governo Lula manteve-se praticamente estável, de acordo com a pesquisa CNT/Sensus divulgada hoje, oscilando de 37,5% (fevereiro) para 37,6% (abril). A avaliação regular sobre o governo caiu de 40% para 36,7%. A avaliação negativa subiu de 21,4% para 24,1%. A avaliação do desempenho pessoal do presidente Lula teve ligeira alta, de 53,3% para 53,6%. A desaprovação pessoal do presidente teve queda discreta, de 38% para 37,6%. Os que não souberam avaliar ou não responderam à pergunta somaram 8,9%, ante 8,7% da pesquisa anterior. CorrupçãoO Instituto Sensus registrou ainda na pesquisa que 50,6% dos 2 mil entrevistados em 195 municípios acham que a corrupção aumentou no governo Lula. Em novembro do ano passado, esse porcentual estava em 51,8%. Na pesquisa divulgada hoje, o Sensus também detectou que para 34,3% dos entrevistados a corrupção no governo Lula ficou como sempre esteve, ante 36,8% em novembro. A pesquisa apurou que 10% dos entrevistados acreditam que a corrupção no governo Lula diminuiu ante 7,4% em novembro.A pesquisa do Sensus/CNT também registrou que 62,8% dos entrevistados não estão contentes com as CPIs no Congresso Nacional. Apenas 20,1% dos entrevistados disseram estar contentes com os resultados das CPIs.

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