Lula avalia reajustar Bolsa-Família por índice de inflação

Presidente diz que vai discutir índice com Patrus, que defende aumento de 6%; definição deve sair em julho

LEONÊNCIO NOSSA, Agencia Estado

12 de junho de 2008 | 14h40

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quinta-feira, 12, o reajuste do benefício do programa Bolsa-Família e diz que estudará com o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, os índices de inflação. "Eu vou fazer o Guido (Guido Mantega, ministro da Fazenda), arrumar um dinheirinho para dar o reajuste", disse Lula. Questionado sobre o índice de aumento, o presidente respondeu: "Não sei, não sei, não sei. Estou esperando o Patrus voltar (de viagem) para avaliarmos o índice da inflação."   Veja também: ESPECIAL: Os principais programas sociais do Lula  Lula pede 'carinho' na análise de reajuste do Bolsa-Família Ministro pede a Lula reajuste de 6% para Bolsa Família Segundo ele, os beneficiados do programa pertencem à parte mais pobre da população. "Todos sabemos que o aumento do preço dos alimentos tem incidência maior na parte mais pobre da população, porque os alimentos pesam mais no Orçamento", afirmou.   Patrus defende um reajuste de 6%, baseado no INPC de alimentos. Criado em outubro de 2004, o Bolsa Família é o principal programa social do governo, que concede benefícios entre R$ 18,00 e R$ 172,00 de acordo com a renda mensal por pessoa da família e o número de crianças e adolescentes até 17 anos.   A expectativa é de que o reajuste seja anunciado até o início de julho para que a decisão não enfrente questionamentos na Justiça por causa da proximidade das eleições municipais, que restringe ações do governo a três meses do pleito. Hoje, 11,1 milhões de famílias recebem benefícios do programa. O reajuste anterior havia sido concedido em julho do ano passado e começou a ser pago no mês seguinte, quando o benefício foi elevado em 18,25%.Dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV) indicam que inflação da camada mais pobre da população está acima da variação de preços das demais classes de renda. A FGV prevê que a tendência deve continuar em razão da pressão dos alimentos. O Índice de Preços ao Consumidor da baixa renda (IPC-C1) subiu de janeiro a maio 4,62% e em 12 meses, 8,24%. var keywords = "";

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