Lula ataca oposição e defende candidata Dilma

Sem citar o nome da petista durante entrevista em Aracaju, presidente disse estar concluindo orçamento de 2011 para que obras do PAC continuem

Tânia Monteiro e Angela Lacerda/ARACAJU - O Estado de S.Paulo

11 de junho de 2010 | 00h10

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira, 10, que está concluindo o orçamento de 2011, deixando "amarrados" os recursos para a segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento, para que as obras tenham continuidade para o próximo presidente.

 

"Quem ganhar as eleições, e eu espero que seja a minha candidata, não vai começar do zero. Quero que comece caminhando forte", afirmou durante entrevista a uma emissora de rádio em Aracaju (SE).

 

Lula também voltou a reclamar da imprensa que não divulga dados positivos do País e atribuiu o aumento de sua popularidade às realizações do seu governo e ao crescimento do Brasil. "Este País é que está dando popularidade ao governo. Não é o País dos formadores de opinião pública. Esse País não aparece na imprensa, na TV", afirmou.

 

Do outro lado. Durante a entrevista, Lula comparou a dificuldade que a oposição está encontrando hoje para apresentar seu discurso na campanha eleitoral, com a que enfrentou em 1994, contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

 

"Fiz oposição contra o Plano Real. Foi duro fazer oposição porque o plano estava incrustado na cabeça das pessoas", disse, ao afirmar que, agora, a oposição está sem discurso "porque com a economia crescendo, o salário mínimo crescendo, o Brasil é respeitado no mundo inteiro. E ironizou: "Isso está criando um certo embaraço para eles, uma certa dificuldade".

 

"Só espero que eles não façam uma campanha raivosa, espero que não façam uma campanha daquelas de baixo nível, fazendo aquele nível rasteiro", prosseguiu, ao considerar natural que a oposição "saia dizendo falta fazer isso, falta fazer aquilo porque é o papel dela". Lula advertiu, no entanto, que "contra os números não se discute e nós temos números para debater com qualquer candidato, com qualquer governo".

 

Mais tarde, em discurso para uma plateia de cerca de 500 pessoas, durante inauguração de um conjunto habitacional (que os moradores já ocupam desde abril), a assinatura de duplicação da BR-101 e a entrega de ônibus escolares, voltou a defender uma campanha de comparações entre os governos, mas pediu que ela fosse de "nível alto".

 

Alfinetada.

 

Depois, Lula voltou a fazer auto-promoção de seu governo. Comentou os avanços obtidos nestes oito anos e reconheceu que "ainda há muito a ser feito". Falou do equilíbrio econômico e dos recursos que tem em caixa, reiterou que o Brasil conseguiu pagar sua dívida com o FMI e brincou que tem bursite hoje de tanto carregar faixa "Fora FMI".

 

Ao reiterar que trata aliados e opositores da mesma forma, Lula declarou que fez mais por São Paulo do que Fernando Henrique. "Dei para São Paulo dez vezes mais recursos para o Serra e para o Alckmin do que Fernando Henrique Cardoso deu para o Mário Covas."

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