Lula assina convênio em obras do arco rodoviário no Rio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou esta terça-feira convênio com o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), para a construção do trecho final do arco rodoviária da região metropolitana do Estado. A obra deverá custar entre R$ 550 milhões e R$ 750 milhões, segundo o vice-governador e secretário de Obras, Luiz Fernando Pezão. O orçamento da obra, no entanto, dependerá do projeto que ainda será elaborado. Durante o discurso na cerimônia de assinatura, Lula mostrou-se surpreso com a falta de um projeto já estruturado. "Sou presidente há quatro anos e 31 dias e sempre ouvi falar sobre esse arco rodoviário. O Estado há mais de um ano é responsável pelo projeto e ele não está pronto", afirmou Lula. Pezão explicou que o projeto não foi definido na gestão passada porque havia uma indecisão sobre o modelo a ser adotado. O convênio assinado refere-se aos 77 quilômetros de pista dupla que ainda precisam ser construídos para a conclusão da obra. "Havia a possibilidade de ser previsto o regime de concessão, mas o governo federal decidiu que será uma obra pública", disse Pezão. O governo federal entrará com a maior parte dos recursos, mas a contrapartida do Estado ainda será definida. O arco já possui um trecho de 22 quilômetros de pista duplicada entre Magé e Saracuruna, na Baixada Fluminense, além de um trecho da BR-101 (de Santa Cruz a Itacuruçá) e dois outros trechos na BR-493 (entre o porto de Itaguaí e Santa Guilhermina). Com um total de 153,5 quilômetros de extensão, o arco rodoviário facilitará o acesso ao porto de Itaguaí, desviando o tráfego pesado da capital e facilitando o escoamento de produtos para exportação. O empreendimento, segundo Cabral, também facilitará investimentos privados na região, como o da Companhia Siderúrgica do Atlântico. O governador também pediu ao Banco Mundial a elaboração de um plano diretor para a ocupação econômica do arco rodoviário. AliançaAo discursar para uma platéia de políticos e empresários, Lula renovou sua aliança política com Cabral e fez elogios ao governador, dizendo que ele inaugura uma nova forma de relacionamento do Estado com o governo federal. Antes disso, Lula já havia ouvido do governador seu agradecimento pelos investimentos que tem recebido da União. Cabral ainda declarou apoio ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). "O Rio de Janeiro se sente muito bem contemplado. O Rio apóia integralmente o PAC", disse o governador.O presidente disse saber que algumas obras pleiteadas pelos governadores não puderam entrar no PAC, mas justificou dizendo que o objetivo é concretizar os projetos iniciados. "Não queria que fosse apenas um pacote de intenções", disse Lula. "Vou contingenciar o orçamento, mas não o PAC", completou, reafirmando que vai viajar para fiscalizar as obras do programa e citou explicitamente os gasodutos da Petrobras. Este texto foi alterado às 16h38

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