Lula aproveita posse de ministro e faz elogios ao Congresso

Múcio assume a articulação política em momento decisivo para o governo: a votação da CPMF no Senado

Denise Madueño, do Estadão,

26 de novembro de 2007 | 20h45

Em meio a dificuldades para conseguir votos para aprovar a prorrogação da Contribuição provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) no Senado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez elogios ao Congresso durante cerimônia de posse do novo ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro (PTB-PE). Lula decidiu nesta segunda-feira se empenhar pessoalmente e vai fazer corpo-a-corpo junto aos parlamentares pela CPMF.  Veja também: Lula entrará no corpo-a-corpo para aprovar CPMF no SenadoGoverno já tem votos para CPMF, diz MantegaReforma tributária vai esperar votação da CPMF  Entenda a cobrança do imposto do cheque Pela CPMF, Mantega acena com mais recursos para EducaçãoTião Viana diz que há tempo para votar caso Renan e CPMF Lula afirmou que é natural que, nas relações entre o Executivo e o Legislativo, haja contradições, mas observou que nenhum projeto importante enviado pelo governo ao Congresso deixou de ser votado. Disse que as divergências são próprias de uma Casa que tem 513 deputados e 81 senadores. "Não sei se existe no mundo um Parlamento mais compreensivo do que o nosso. Mesmo nas divergências, nós não tivemos dificuldades insuperáveis para votar projeto importante que o governo mandou para o Congresso." Lula afirmou também, no discurso: "Estamos preparados para resolver os problemas, por mais difíceis que sejam." E acrescentou: "Não acredito que haja problemas de difícil solução. Muitas vezes, o que falta é a conversa certa, na hora certa, com a pessoa certa." O presidente disse também que o novo ministro saberá fazer isso melhor do que ninguém. Esse foi um dos elogios que Lula fez a Múcio Monteiro. Ele alertou que o trabalho deste não é fácil, lembrou que pelo Ministério de Relações Institucionais já passaram cinco ministros e disse que Múcio trabalhará 24 horas por dia. No início do discurso, Lula elogiou o ex-ministro das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, que renunciou após ser incluído na denúncia do Ministério Público Federal sobre o mensalão tucano em Minas Gerais. Mares Guia não compareceu à cerimônia.  Lula disse que ele se sentiu magoado, porque foi indiciado por um processo que corria há nove anos. "Ele entendia que era muito melhor se defender fora do governo do que criar constrangimento para ele próprio como ministro." Em

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