Lula aposta em vitória brasileira na 'guerra' do etanol

O presidente Luiz Inácio Lula daSilva voltou a usar seu programa de rádio semanal para defendero etanol brasileiro, assunto discutido na reunião daOrganização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação(FAO), na semana passada. Lula também anunciou que o governo estuda medidas paramelhorar as condições de trabalho dos cortadores decana-de-açúcar, recentemente criticadas em relatório da AnistiaInternacional. No programa "Café com o Presidente", Lula afirmou que ascríticas ao etanol brasileiro, apontado como responsável pelaalta no preço dos alimentos e no desmatamento da Amazônia,fazem parte de "uma verdadeira guerra comercial". "Nós sabemos os interesses dos países que não produzemetanol, ou produzem etanol do trigo, ou produzem etanol domilho, que não é competitivo, é mais caro, diferentemente dacana", disse o presidente. Lula também defendeu o etanol das críticas relacionadas àscondições precárias de trabalho em canaviais. "Eu reconheço que é pesado o trabalho na cana-de-açúcar,reconheço que é muito pesado o trabalho no corte de cana, agoranão é mais pesado que os trabalhadores que trabalham numa minade carvão (...) que foi a base do desenvolvimento de muitospaíses europeus", disse Lula. O presidente também anunciou que o chefe daSecretário-Geral da Presidência, Luiz Dulci, está em contatocom empresários do setor sucroalcooleiro sobre a melhora nascondições de trabalho dos cortadores de cana. Segundo Lula, aintenção do governo é melhorar a qualificação dos trabalhadorespara evitar o desemprego com a troca do corte manual pelomecanizado. "Nós não queremos substituir o homem pela máquina, nósqueremos que a máquina corte cana, mas queremos que o serhumano que hoje corta a cana tenha a possibilidade de ter umtrabalho melhor, um trabalho digno", comentou. (Por Eduardo Simões)

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.