Lula aposta em crescimento maior do PIB após revisão

O presidente Luiz Inácio Lula da Silvaaposta que o crescimento do PIB em 2007, anunciado nestaquarta-feira, será superior a 5,4 por cento quando o número forrevisado pelo IBGE. "Para quem acreditou, o nosso PIB não cresceu 4,1, 4,2,3,9, 4,5, 4,7 (por cento), como todos avaliaram. Cresceu 5,4. Equando houver a revisão, vou falar aqui de público, vai sermais que 5,4 por cento", disse Lula em discurso na comemoraçãodos quatro anos do Ministério do Desenvolvimento Social eCombate à Fome. Lula atribuiu parte do bom desempenho da economiabrasileira no ano passado ao crescimento do mercado interno,muitas vezes estimulado pelas políticas sociais. A contribuiçãoda demanda doméstica ao Produto Interno Bruto foi de 6,9 pontospercentuais. "É importante lembrar para esses céticos que uma parte dosucesso da economia brasileira anunciada pelo IBGE estásubordinada ao crescimento do mercado interno. Significa que ospobres estão comendo mais e vestindo mais", disse Lula. Mais tarde, em mesa redonda promovida pela revistabritânica The Economist, Lula fez uma defesa veemente dapolítica econômica do governo e falou que as perspectivas decrescimento para 2008 eram "muito melhores" que as de 2007. O presidente assegurou que apesar de a economia ir bem, não relaxaria na disciplina. Ele disse que na política social e de distribuição de rendaqueria ser agressivo, mas "na economia quero ser cauteloso. Nãoquero momento de euforia. Não me assusta ser chamado deconservador". Lula justificou a cautela pela necessidade de manter umcrescimento sustentável. Ele disse não se impressionar pelocrescimento maior de outras economias de países emdesenvolvimento. "Eu não almejo ficar crescendo muito tempo a 10 por cento.Prefiro crescer 15 anos a 5 por cento", afirmou. O presidente, que sempre defende o aumento de consumo pelarenda assegurada pelo Bolsa Família, enfatizou a importância doprograma para a economia e atacou seus adversários. "O grande adversário do ministério e dos programas foienfrentar o preconceito arraigado na cabeça de uma parte daelite brasileira que acha que tudo que a gente dá para ela éinvestimento e para os pobres é gasto", criticou Lula ainda nacerimônia comemorativa do Ministério de Desenvolvimento Social. Durante o evento, Lula assinou um decreto que tornaobrigatória a revisão do cadastro do Bolsa Família a cada doisanos. O ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, e apresidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Coelho,assinaram documento para que beneficiários do Bolsa Famíliapossam abrir uma conta bancária simplificada.

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