Lula alerta para 'clima de comício' em lançamentos do PAC

Presidente diz ser 'difícil lançar o PAC nesses tempos, porque estamos entrando em época de campanha'

Reuters

28 de abril de 2008 | 13h08

Ao lançar obras do  Programa de Aceleração do Crescimento  (PAC) em clima de comício nesta segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva  fez um alerta para que essas cerimônias evitem o tom eleitoral. Segundo ele, a Justiça Eleitoral e a imprensa estão atentas a esses atos em um ano de eleição. "Está difícil lançar o PAC nesses tempos, porque estamos entrando em época de campanha (eleitoral)", disse em discurso de lançamento de obras do Programa de Aceleração do Crescimento em Osasco. Assim que chegou ao local, com 45 minutos de atraso, as pessoas que aguardavam a chegada do presidente entoaram "Olê, Olê, Olê, Olá, Lu-la, Lu-la".Já o  governador de São Paulo, José Serra (PSDB), foi vaiado.     Veja Também:   Avaliação positiva de Lula alcança 69,3% em abril, diz pesquisa Maioria aprova terceiro mandato para Lula, aponta CNT/Sensus ESPECIAL: o balanço do PAC   No discurso de Emídio de Souza, provável candidato à reeleição, os gritos foram de "Um, dois, três, Emídio outra vez". O anúncio da presença da ministra Marta Suplicy recebeu tantos aplausos que o prefeito brincou: "Ainda bem que você não é candidata a prefeita em Osasco".   "Isso não é legal", disse Lula, em referência às manifestações públicas sobre os prováveis candidatos à prefeito nas eleições deste ano - Marta para a capital paulista e Emídio para Osasco -. "Não podemos dar pretexto, razão ou motivação para que maus jornalistas escrevam sobre isso", acrescentou Lula. Ele enfatizou que quer a presença de Serra em todos os atos que participar no Estado de São Paulo e lembrou que ainda vai visitar diversas cidades brasileiras ao longo deste ano. "Para a gente ir, não pode ter clima eleitoral. Daqui a pouco, a Justiça Eleitoral diz que estou fazendo campanha", declarou. "Isso aqui é ato institucional. Quero essa compreensão para que a gente possa continuar viajando o Brasil independente do partidos dos governadores e dos prefeitos", reiterou.     PAC em 2010   Lula afirmou  que espera que outro PAC seja lançado após seu mandato para que as obras de infra-estrutura continuem.   "O Brasil, se não for planejado de longo prazo, se pensarmos apenas o mandato da gente, vamos apenas fazer curativos e não uma cirurgia que possa resolver definitivamente os problemas das comunidades que moram nos lugares de maior carência nesse País", afirmou ao discursar em Osasco (SP), durante a cerimônia de início de obras do PAC em municípios da região oeste de São Paulo.   Lula citou números do PAC e lembrou que o programa prevê cerca de R$ 40 bilhões para obras de saneamento e R$ 106 bilhões para casa própria.   O presidente voltou a dizer que em outros tempos não seria possível que políticos de partidos diferentes - a exemplo dele e do governador de São Paulo, José Serra, que é do PSDB - estivessem juntos em uma cerimônia de lançamento de obras. Lula afirmou que a democracia avança no país e por isso esse tipo de parceria é possível.   "Seria humanamente impossível o governo federal imaginar que poderia fazer tudo para São Paulo sem o governo de São Paulo e os governos federal e estadual pensarem que poderiam fazer as coisas sem as prefeituras dos municípios."   Em Osasco, além das obras do PAC, o presidente reafirma o compromisso de construir um campus da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Também assina portaria que cria um grupo de trabalho para elaborar estudos sobre os novos cursos que serão oferecidos no campus da instituição. A previsão para o início das aulas é março de 2010.   Lula destacou que mais de três mil alunos de Osasco fazem parte Programa Universidade para Todos (ProUni). "Jovens da preferia que não teriam condições de fazer universidade", ressaltou.   (Com Anne Warthe, da AE, e Agência Brasil)   Texto atualizado às 13h50

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