Lula afirma que fará campanha na porta de fábrica para Dilma

Sem citar pré-candidata, presidente prometeu a funcionários de fábrica que voltará à empresa

Adriana Carranca, O Estado de S.Paulo

02 de junho de 2010 | 12h21

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a falar em continuidade do governo, na terça-feira, 1º, porém de forma mais velada que em palanques anteriores. "O Brasil vive um momento extraordinário. Eu quero que isso continue. Precisa continuar", disse.

 

Sem citar o nome da pré-candidata à sua sucessão, Dilma Rousseff (PT), Lula prometeu aos metalúrgicos e funcionários da fabricante de automóveis Volkswagen, em São Bernardo do Campo, que voltará à empresa "ainda este ano para fazer campanha" para eleger a candidata governista. "Não é proibido o presidente da República fazer campanha quando ela começar", disse, lembrando que não vai se licenciar do cargo.

 

Mais uma vez sem citar nomes, Lula fez uma referência ao mensalão petista dizendo que em 2005 (ano em que o escândalo veio à tona), os "conservadores" tentaram derrubar o governo. "Eles não se conformavam com o fato de que um metalúrgico, um torneiro mecânico, podia fazer mais do que eles."

 

"As caras". Na formatura da primeira turma do projeto Próximo Passo, que pretende ser a "porta de saída" do Bolsa-Família, Lula exaltou o papel da mulher, discursando de improviso para uma plateia de cerca de 3 mil pessoas, predominantemente feminina. "Vocês, na verdade, são as caras", disse o presidente, numa referência ao título de "o cara" que recebeu no ano passado do presidente americano Barack Obama. O evento ocorreu no clube Juventus, na Mooca, na zona leste da capital paulista.

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