Lula admite tomar posse sem fechar Ministério, diz Ideli

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu nesta quinta-feira, durante a reunião com a Executiva do PT, no Palácio do Planalto, que pode tomar posse no dia 1º de janeiro sem concluir a montagem do novo Ministério. "Posso até não mudar nada. Diferentemente de 2003, quando tive que tomar posse com toda a equipe montada, agora posso assumir sem mudar nada", afirmou o presidente, conforme relato da líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC).Na reunião com a cúpula do PT, Lula disse, segundo a senadora, que não tem pressa para a definição da nova equipe. "O presidente Lula não está com pressa. Para ele, o importante é ter bem alinhadas as propostas e diretrizes para o segundo mandato e montar o governo de coalizão que irá ajudá-lo a viabilizar as propostas do novo governo", disse. Ainda segundo Ideli, Lula se comprometeu também a mudar seu estilo de fazer política no segundo mandato, afirmando aos dirigentes do PT que quer manter o diálogo mais freqüente com os parlamentares de todos os partidos aliados. Ela diz que o presidente reconheceu que dedicou pouco tempo à interlocução política no primeiro mandato.Lula disse também, conforme a senadora, que na próxima semana vai iniciar as conversas institucionais com outros partidos, como o PMDB, que terá participação de peso no segundo mandato. A líder do PT afirmou que na reunião não se falou em cargos específicos. Boa parte do encontro foi reservada para discutir as relações entre PT e governo. Lula pediu que as propostas do PT para o governo de coalizão sejam encaminhadas ao ministro Tarso Genro. Ainda segundo ela, a principal preocupação que Lula revelou aos dirigentes do PT foi com a economia, com os nós da infra-estrutura e com o crescimento do País. De acordo com Ideli, Lula usou, inclusive, a expressão de que estaria "angustiado" para traduzir seu inconformismo com a situação. Tanto que, segundo ela, Lula passou os últimos dias cobrando medidas da área de infra-estrutura e da economia para resolver os problemas. "Ele está com uma série de angústias para rever a situação", contou a líder do PT. Ela disse ainda que Lula reclamou na reunião das dificuldades de os recursos serem utilizados para melhoria de projetos na área social e investimentos públicos. Ele questionou, por exemplo, contou Ideli, por que os títulos da Dívida Agrária não são utilizados na reforma agrária. Este texto foi alterado às 17h52 com acréscimo de informação

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