Lula admite que Constituição do PT era 'radical'

Durante evento em homenagem aos 25 anos da Constituição Federal de 1988, na sede do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o PT foi acusado injustamente por não ter assinado a Carta Magna. Em seu discurso, no entanto, o petista lembrou que seu partido entregou propostas para um regimento interno do Congresso e de uma Constituição, mas que tais propostas eram "radicais". "Se tivessem aprovado o nosso regimento e a nossa Constituição, certamente o País seria ingovernável, porque éramos duros na queda", disse Lula.

DAIENE CARDOSO, Agência Estado

01 de outubro de 2013 | 14h32

O ex-presidente ressaltou, ainda, que ao final do processo da Constituinte o PT acabou assumindo a nova Carta. "Nós votamos contra porque queríamos o mais radical", justificou.

Em 30 minutos de discurso, Lula disse que seu governo e o da presidente Dilma Rousseff obedecem o legado social da Constituição brasileira. Ao lado do vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), e do senador e ex-presidente José Sarney (PMDB-AP), Lula destacou como maior mérito da Constituição de 1988 a herança social, com a observância dos direitos individuais. Lula e Temer citaram programas do governo como o "Minha Casa, Minha Vida" e o "Bolsa Família" como exemplos de políticas de governo que atendem aos preceitos constitucionais de direito à alimentação e moradia. "A Constituição estabeleceu uma sociedade de amplos direitos", comentou.

No evento, o presidente da OAB, Marcus Vinícius Furtado Coêlho, defendeu a realização de uma reforma política. "Precisamos de uma reforma política que faça com que o poder econômico e o uso da máquina administrativa não sejam decisivos nas eleições", disse Coêlho.

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