Lula adia viagem a Cuba por 30 dias

Presidente disse que precisava de mais tempo para acertar acordos que deverão ser assinados entre os países

Tânia Monteiro, do Estadão,

14 de novembro de 2007 | 18h20

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou há pouco que adiou por trinta dias a viagem que faria a Cuba a partir do dia 22. Lula disse que precisava de mais tempo para acertar acordos que deverão ser assinados entre os dois países. O presidente lembrou que a programação inicial previa passagem pela República Dominicana e Haiti.  Lula explicou que o adiamento da visita à República Dominicana foi devido a dois fatores: o furacão Noel e a mudança na data de uma reunião de partidos políticos esquerda da américa latina que seria realizada em Santo Domingo.  Lula explicou que quer ir ao Haiti para levar uma proposta mais "consubstanciada de ajuda". Ele explicou que a definição desta ajuda necessitaria de mais tempo e por isso pediu ao Celso Amorim para adiar. No caso de Cuba, Lula explicou que, como o governo brasileiro quer assinar acordos que ainda necessitam de mais tempo para serem fechados - aumento de crédito para a compra de alimentos no Brasil e entre a Petrobras e o governo cubano para a prospecção de petróleo no golfo cubano -, pediu ao chanceler Celso Amorim o adiamento da viagem por trinta dias.  Além disso, Lula lembrou que quando se encontrou com o vice-presidente cubano este lhe apresentou uma pauta extensa de pedidos que precisavam ser construídos em parceria com o Brasil, cujos detalhes ainda não foram fechados. A visita que Lula deverá fazer a Cuba em 30 dias será a primeira a Havana desde sua reeleição em 2006 e a segunda desde que chegou à Presidência em 2003, quando assinou com Fidel acordos de cooperação nas áreas financeira, agrícola e turística. O líder cubano compareceu à posse de Lula em 1º de janeiro de 2003. Fidel, de 81 anos, não aparece em público desde 26 de julho de 2006. A última vez em que foram divulgadas imagens suas na televisão foi em meados de outubro no programa "Alô, Presidente!", transmitido por Chávez a partir da cidade de Santa Clara, Cuba. Na ocasião, Fidel conversou ao vivo por telefone com o presidente venezuelano por mais de uma hora.

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