Lula acusa oposição de tentar impedi-lo de governar

Declaração foi resposta à ameaça do PSDB e DEM de ingressar na Justiça contra programa do governo

Silvia Amorim, enviada especial

28 de fevereiro de 2008 | 15h15

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou nesta quinta-feira a oposição de tentar impedi-lo de governar o País. A declaração de Lula foi uma resposta ao questionamento do PSDB e do DEM  na Justiça contra o programa Territórios da Cidadania, lançada nesta semana pelo governo federal.  Veja Também:PSDB e DEM questionam no STF programa lançado por Lula Em ano eleitoral, Lula lança programa social de R$ 11,3 bi Veja os principais programas sociais do governo Lula Lula bate na oposição e diz que investe em saúde sem CPMF   "A oposição quando esteve no governo não governou e agora eles tentam impedir que você faça política social, tentam impedir que você atenda aos interesses do povo achando que é eleitoreiro", afirmou o presidente, durante um evento em Quixadá, no sertão cearense, que foi o primeiro dos vários lançamentos que Lula fará pelo País afora do novo programa.  Aproveitando a presença de cerca de 2 mil pessoas em uma praça no centro da cidade, o presidente disse que "o povo precisa saber que tem setores da oposição que estão entrando na Justiça para evitar que se façam políticas que eles deveriam ter feito quando governaram o Brasil há muito tempo atrás e que não querem que a gente faça". Lula ironizou a alegação da oposição de que o programa é eleitoreiro. "Primeiro que não tem eleição para presidente da República. Eu não poderia estar fazendo campanha." Lula acusou ainda seus oposicionistas de usar o povo como "massa de manobra" e mandou um recado: "Eu vou continuar fazendo porque fui eleito para governar o País e todo mundo sabia do meu compromisso. Eu, embora seja presidente de todos, eu vou governar priorizando os setores mais pobres da população, que é o que mais precisa do Estado". Lula defende Lupi Lula saiu em defesa do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, e afirmou que o pedetista tem se mostrado muito "republicano". "O ministro Lupi mostrou à imprensa: o PSDB recebeu R$ 102 milhões em convênios, o PT, acho que R$ 92 milhões, e outros partidos, cerca de R$ 80 milhões. Ou seja ele está mostrando o comportamento mais republicano." "Não houve favorecimento senão o PSDB não seria o primeiro colocado", conclui o presidente. No início da tarde, Lula seguiu para Fortaleza para mais eventos, desta vez sobre o Programa de Aceleração do Crescimento. Em Quixadá Lula participou de três compromissos, sempre acompanhado do governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), e, em discurso, lamentou a ausência do deputado federal Ciro Gomes (PSB).

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