Lula: '2014 será o ano do reconhecimento de Dilma'

Em artigo no 'El País', ex-presidente cita a luta contra a ditadura, os protestos de junho e a espionagem dos EUA

Gustavo Porto, Agência Estado

29 Dezembro 2013 | 15h27

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliou em um breve artigo sobre a presidente Dilma Rousseff, no portal do jornal espanhol El País, que 2014 "será o ano do reconhecimento da seriedade e da competência desta mulher brasileira de tanta coragem", numa referência indireta à candidatura dela à reeleição. O artigo integra uma fotorreportagem especial com 11 ibero-americanos "que deixaram sua marca no ano" de 2013, cuja primeira personalidade retratada é o papa Francisco, seguido por Dilma e pela presidente eleita do Chile, Michelle Bachelet.

Em "Dilma Rousseff, o poder da coragem", Lula cita, logo na abertura, a luta de Dilma "para transformar o Brasil", numa referência ao período em que a então militante foi presa durante o governo militar. E destaca o enfrentamento "com êxito" de Dilma aos protestos de junho e "a espionagem dos Estados Unidos, que ela mesma sofreu". "Se tivesse que escolher uma palavra que definisse o caráter da presidente Dilma Rousseff, essa seria coragem. Esta companheira lutou desde muito jovem para transformar o Brasil, para melhorar as condições de vida das pessoas mais humildes", relatou. "Foi perseguida, presa e torturada durante a ditadura, mas nunca abandonou seus ideais", completou Lula.

O ex-presidente lembrou que Dilma foi a primeira mulher secretária de Finanças do Rio Grande do Sul, a primeira ministra de Minas e Energia do Brasil, a primeira chefe da Casa Civil e a primeira presidente do Brasil. "Durante o meu governo, ela reorganizou o setor de energia levando a eletricidade a três milhões de casas nas zonas rurais. Dirigiu o maior programa de infraestrutura de nosso período (PAC), que garantiu o crescimento econômico com uma grande inclusão social", frisou.

Lula destacou, ainda, o fato de o País ter alcançado no governo de Dilma a cifra de 36 milhões de pessoas resgatadas da miséria absoluta e a queda na taxa de desemprego para 5,2%. E sem citar as eleições gerais do ano que vem, em que Dilma disputará a reeleição, o ex-presidente petista conclui o seu artigo enaltecendo sua afilhada política: "2014 será um grande ano para o Brasil, e não só por causa da organização da Copa do Mundo de futebol. O país colherá os frutos que a presidente Dilma semeou: a exploração do petróleo na camada do Pré-Sal; as concessões dos aeroportos, da rede ferroviária e dos portos; os grandes investimentos em educação, saúde e saneamento. Será o ano do reconhecimento da seriedade e da competência desta mulher brasileira de tanta coragem."

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