Luizianne e Moroni mantêm liderança na disputa em Fortaleza

Na disputa pela prefeitura deFortaleza, a prefeita candidata à reeleição Luizianne Lins (PT)e o Moroni Torgan (DEM) estão empatados na liderança com 27 porcento, mostrou pesquisa do Instituto Vox Populi divulgada pelaTV Jandeiro nesta terça-feira. A petista cresceu um ponto em relação à pesquisa anterior,quando tinha 26 por cento, enquanto Moroni desceu três pontos.Já Patrícia Saboya (PDT) subiu dois pontos passando de 21 porcento para 23 por cento. Os três candidatos que lideram a disputa se movimentaramdentro da margem de erro, que é de 3,7 pontos percentuais. Estafoi a segunda pesquisa de intenção de voto do instituto para aseleições municipais em Fortaleza em que foram ouvidas 700pessoas entre os dias 25 e 26 de julho. A novidade foi a simulação de segundo turno, que não haviasido realizada no levantamento anterior. Patrícia Saboyaganharia tanto de Moroni Torgan, por 48 a 38 por cento, quantode Luizianne, por 50 a 36 por cento. Já Moroni vence Luiziannepor 46 a 40 pontos percentuais. O índice de rejeição permaneceu quase inalterado. PatríciaSaboya praticamente não enfrenta rejeição por parte do eleitor.Tem agora 6 por cento, frente aos 4 por cento da pesquisaanterior. Luizianne segue liderando o ranking de rejeição com 30 porcento contra os 33 por cento obtidos na outra pesquisa, seguidade Moroni com 24 por cento, que manteve o percentual. Para o cientista político e professor da Universidade deFortaleza (Unifor), Francisco Moreira, como as variaçõespermaneceram dentro da margem de erro, servem mais para aestratégia das legendas. "A campanha na verdade não saiu do chão e de fato acampanha só vai deslanchar quando começarem as propagandas derádio e TV", opina Moreira. O horário político tem início em 19de agosto. Moreira acha precipitada qualquer avaliação sobre segundoturno. Por outro lado, afirma que os números servem "apenascomo um dado para orientar os partidos. Esse resultado daPatrícia, por exemplo, só reforça um viés de crescimento de suacandidatura", observa. Para o professor, o mais preocupante é o índice de rejeiçãode Luizianne Lins. "Governo sempre tem o ônus da rejeição",disse.

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