Luiz Sérgio e Vaccarezza apostam em mínimo de R$ 545

Tanto o líder do governo na Câmara quanto o ministro evitaram falar sobre possíveis punições a parlamentares que não votarem a favor da proposta

Leonencio Nossa, de O Estado de S.Paulo,

14 de fevereiro de 2011 | 12h35

BRASÍLIA - O ministro de relações institucionais, Luiz Sérgio, e o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), disseram nesta segunda-feira, 14, que o governo está otimista em aprovar a proposta de um salário mínimo de R$ 545 na próxima quarta-feira, na Câmara. Eles participaram da reunião de coordenação política com a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto. Nesta terça, às 15 horas, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, irá à Comissão Geral na Câmara para discutir o reajuste do mínimo.

"A nossa expectativa é aprovar o reajuste na quarta-feira, com a aprovação de 100% dos parlamentares da base aliada do Planalto", disse Vaccarezza. O deputado disse que, da semana passada para cá, reduziram as resistências dos partidos aliados em votar a proposta do governo de R$ 545. Ele afirmou que PDT, PSB, PMDB, PR e PTB abriram discussões em defesa do projeto.

Tanto Vaccarezza quanto Luiz Sérgio evitaram falar sobre possíveis punições a parlamentares que não votarem a favor da proposta do governo. "Não é uma luta fácil, mas estamos confiantes que a maioria dos partidos e dos líderes aprovem uma política que está dando certo", disse Luiz Sérgio. "Não existe plano B. Temos uma relação de confiança com os partidos da base", disse o ministro. Ele afirmou que o valor de R$ 545 foi estabelecido em acordo firmado pelo governo com as centrais e que leva em conta os índices de inflação e a variação do Produto Interno Bruto (PIB).

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