Vinicius Loures/Câmara
Vinicius Loures/Câmara

Luiz Lima deve ser reconduzido à vice-liderança do PSL na Câmara, diz Bozzella

Deputado foi um dos quatro parlamentares do PSL que assinaram duas listas sobre a liderança da bancada

Camila Turtelli, O Estado de S.Paulo

19 de outubro de 2019 | 17h22

O deputado Luiz Lima (PSL-RJ) foi destituído na sexta, 18, da vice-liderança do partido na Câmara, mas, segundo o deputado Júnior Bozzella (PSL-SP) disse ao Estadão/Broadcast, ele deve ser reconduzido ao posto novamente. De acordo com Bozzella, que tem sido um dos principais porta-vozes do presidente da legenda, Luciano Bivar (PE), não há risco de Lima ser suspenso como outros cinco parlamentares foram na sexta-feira.

Segundo Bozzella, apesar de Lima ter sido um dos quatro deputados que assinaram as duas listas sobre a liderança da bancada, de "bivaristas" e de "bolsonaristas", não há nada que abale a conduta do parlamentar. "Ele não atacou o partido", disse. Bozzella disse que a retirada dele da função foi apenas uma questão de "organização".

Bozzella tem despontado como o principal nome que deve assumir o diretório estadual de São Paulo do PSL, no lugar de Eduardo Bolsonaro (SP). Deputados do PSL aliados a Bivar afirmam que a situação de Eduardo no comando do diretório se tornou "insustentável" e a oficialização de sua saída deve sair no mais tardar até terça-feira.

Na sexta, em ofensiva para fortalecer o grupo político de Bivar, o PSL decidiu em convenção extraordinária aumentar o número de integrantes com direito a voto nas decisões internas, e suspender cinco deputados federais - todos ligados ao presidente Jair Bolsonaro.

O encontro também avalizou a destituição do deputado Eduardo Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro dos comandos dos diretórios regionais do PSL em São Paulo e no Rio, respectivamente. O ato será formalizado na próxima semana.

Os cinco deputados punidos criticam a atuação de Bivar, que disputa o controle do partido contra Bolsonaro. São eles: Carla Zambelli (SP), Filipe Barros (PR), Bibo Nunes (RS), Alê Silva (MG) e Carlos Jordy (RJ). Eles estão suspensos das atividades partidárias e, com isso, não podem representar a legenda em comissões e em nenhuma atividade da Câmara.

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