Ludhmila Hajjar não registrou nenhuma tentativa de invasão de seu quarto, diz hotel que a hospedou

Ludhmila Hajjar não registrou nenhuma tentativa de invasão de seu quarto, diz hotel que a hospedou

Médica citou duas e três tentativas de invasão à CNN e à GloboNews, além de ofensas e ameaças

André Shalders, O Estado de S.Paulo

15 de março de 2021 | 23h02

BRASÍLIA - A médica Ludhmila Hajjar não registrou nenhuma tentativa de invasão ao seu quarto de hotel no último fim de semana, segundo o estabelecimento que a hospedou na capital federal. A informação foi divulgada pelo B Hotel, no Setor Hoteleiro Norte, e contradiz as alegações de Hajjar, que disse em entrevistas a dois canais de TV a cabo ter sofrido tentativas de invasão de seu quarto.

Ludhmila Hajjar foi sondada pelo presidente Jair Bolsonaro para assumir o Ministério da Saúde após a saída de Eduardo Pazuello. No entanto, após reunião com Bolsonaro, a contratação acabou não se concretizando. O presidente escolheu nesta segunda-feira o cardiologista Marcelo Queiroga para o posto.

"O B Hotel informa que durante toda a estadia de Ludhmila no hotel, período compreendido entre os dias 14 e 15 de março de 2021, nenhuma ocorrência foi relatada nas dependências do empreendimento e nenhuma queixa, sobretudo por parte da vítima, foi repassada à administração", diz a nota do estabelecimento.

No texto, o estabelecimento também disse que não encontrou nenhuma evidência de tentativas de invasão de quartos no sistema de câmeras.

"Além do exposto acima, o B Hotel esclarece ainda que após tomar conhecimento das alegações concedidas por Ludhmila, consultou imediatamente o circuito interno de câmeras e não encontrou nenhuma 'anormalidade' nas imediações da suíte ou em qualquer outra área do empreendimento. Funcionários e colaboradores do B Hotel também foram ouvidos e nenhuma ocorrência similar foi constatada", disse o hotel.

A reportagem do Estadão procurou Ludhmila Hajjar para comentar o assunto, mas não houve resposta até o momento.

"Nestas 24 horas houve uma série de ataques a mim. (...) Estou num hotel em Brasília, e houve três tentativas de entrar no hotel. Pessoas que diziam que estavam com o número do quarto e que eu estava os esperando. Diziam que eram pessoas que faziam parte da minha equipe médica. Se não fossem os seguranças do hotel, não sei o que seria...", disse Hajjar mais cedo, em entrevista à GloboNews.

Na 5ª Delegacia de Polícia Civil, que fica a poucos metros do estabelecimento e tem jurisdição sobre a região central de Brasília, não houve qualquer registro de ocorrência relacionado às supostas tentativas de invasão.

Além das supostas tentativas de invasão, Hajjar disse ter sofrido outros ataques de bolsonaristas insatisfeitos com a sua indicação para a pasta, como a criação de perfis falsos no Instagram e no Twitter; a divulgação do número de telefone dela em grupos bolsonaristas no WhatsApp e até ameaças de morte.

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