Ernesto Rodrigues/Estadão
Ernesto Rodrigues/Estadão

Luciano de Castro passa a ser nome mais cotado para Minas e Energia

O general Joaquim Brandão deve ficar com Infraestrutura, segundo informou o vice-presidente eleito Hamilton nesta segunda-feira

Leonencio Nossa e Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

26 Novembro 2018 | 20h55

BRASÍLIA - O economista Luciano de Castro, atualmente na Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, passou a ser o nome mais cotado para assumir o ministério de Minas e Energia no governo Jair Bolsonaro, segundo apurou o Estado. Outros nomes na disputa enfrentam resistências desse setor. É o caso de Paulo Pedrosa, que atuou como secretário-executivo da Pasta na gestão de Fernando Bezerra Coelho Filho, atual deputado pelo DEM. Já contra o economista Adriano Pires, outro na lista de apostas, pesa o bom trânsito com representantes do PSDB.

Já a pasta de Infraestrutura pode ficar com o general da reserva Joaquim Brandão, como sinalizou nesta segunda-feira o vice-presidente eleito Hamilton Mourão. “Ele tem grande experiência na área”, disse à reportagem.  Brandão substituiu Oswaldo Ferreira no comando do Departamento de Engenharia e Construção do Exército, o DCI. Atualmente, assessora o ministro de Segurança Institucional (GSI), Sérgio Etchegoyen. Ele é ligado ainda ao comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas. Outro nome é do general também da reserva, Jamil Megid Júnior. 

Pelo desenho do novo governo, Bolsonaro ainda sonda um nome forte para o Grupo Central de Infraestrutura, o GCI, um órgão que pretende criar no âmbito da Presidência da República. O GCI atuaria como um espaço de supervisão e arbitragem nas disputas entre a pasta da Infraestrutura e órgãos como Ibama e Funai. A meta é criar um grupo com força política em situações que envolve o Ministério Público Federal nas grandes obras. A princípio, o GCI seria comandado pelo general da reserva Oswaldo Ferreira, que, no entanto, após desentendimentos na equipe de transição, anunciou que não pretende ocupar cargo no governo.

Bolsonaro ainda procura chefes para a pasta de Desenvolvimento Regional, que fundiria Cidades e Integração Nacional. Auxiliares do presidente eleito dizem que o ministério é o que mais terá a marca do slogan “Menos Brasília e mais Brasil”, pregado na época de campanha. A equipe de transição avalia que não haverá dificuldades em unir o “urbano” e o “rural”, já que o ministério aglutinaria fundos de desenvolvimento regional, atenção ao semiárido nordestino e à área da habitação. É uma pasta voltada para os municípios, avaliam os assessores. O desenho do ministério absorve essencialmente a ideia do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, de descentralização de recursos federais e atenção a prefeituras.

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