Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Luciano Coutinho pode ser 'solução emergencial' para Petrobrás

Com a saída coletiva da diretoria da estatal, expectativa é de que governo antecipe nomeação de presidências de bancos públicos e encaminhe atual titular do BNDES para a petrolífera

Irany Tereza e Murilo Rodrigues Alves, O Estado de S. Paulo

05 Fevereiro 2015 | 16h24

Brasília - Definidas as eleições na Câmara e no Senado, o governo retomou a discussão dos cargos do segundo escalão. Se há ainda uma dúvida em relação ao comando do Banco do Brasil, já está praticamente certo que o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) será Aldemir Bendine, que hoje comanda o BB.

A definição sobre as presidências dos bancos públicos pode ser antecipada com a saída coletiva da diretoria da Petrobrás. Isso porque o atual presidente do BNDES, Luciano Coutinho, pode ser uma "solução emergencial" para ocupar a presidência da petroleira. Ainda não há uma definição sobre ele ser mantido à frente da estatal ou ocupar o cargo temporariamente até uma solução definitiva.

Coutinho conta com o apoio da demissionária Graça Foster, para quem o sucessor deve ser alguém que conheça a empresa. O presidente do BNDES integra o conselho de administração da Petrobrás. Ainda estão cotados para a Petrobrás Murilo Ferreira, presidente da Vale, Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco do Brasil, e Paulo Leme, presidente do Goldman Sachs.

O nome de Bendine está praticamente certo no comando do BNDES porque é intenção do governo redimensionar a esfera desenvolvimentista no banco de fomento. Junto com ele, devem assumir diretorias no BNDES o ex-ministro da Educação, José Henrique Paim, e o ex-secretário executivo do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), Alessandro Teixeira.

Paim é economista. Antes de ser ministro da Educação no ano passado, em substituição ao atual ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, foi analista de projetos do Banco de Desenvolvimento do Estado do Rio Grande do Sul (Badesul) por seis anos.

Teixeira foi o número dois do Mdic e tem a confiança da presidente Dilma Rousseff - ele foi um dos coordenadores da campanha da petista. Teixeira queria presidir novamente a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex). A primeira vez que ficou à frente da agência foi no segundo mandato do ex-presidente Lula. No entanto, o governo bateu o martelo para colocar na Apex alguém com perfil mais técnico: o ex-presidente da TAM, David Barioni.

São cotados para assumir o BB Alexandre Abreu, vice-presidente de Varejo do BB, e Paulo Cafarelli, que pediu exoneração do cargo de secretário-executivo-adjunto do Ministério da Fazenda. Abreu, que já atua como presidente interino na ausência de Bendine, contaria com o apoio do ministro Aloizio Mercadante para assumir o maior banco do País.

Para a Caixa, a favorita é a ex-ministra do Planejamento Miriam Belchior, que substituiria o também petista Jorge Hereda.

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