Luciana Genro usa o pai na TV, mesmo sem apoio

Candidata do PSOL mostra cena em família com ministro, que fará campanha para petista

Elder Ogliari, O Estadao de S.Paulo

21 de agosto de 2008 | 00h00

O primeiro partido a exibir integrantes do governo Luiz Inácio Lula da Silva no horário eleitoral gratuito em Porto Alegre foi o PSOL. O programa da candidata Luciana Genro mostrou seu pai, o ministro da Justiça, Tarso Genro, em fotografia de um encontro familiar, ao lado dela e do neto Fernando. A imagem foi projetada rapidamente, enquanto a médica Sandra Genro, mulher de Tarso e mãe de Luciana, dizia que "é óbvio que tem uma relação dela com o pai" em meio a um depoimento de apoio à campanha da filha.A candidata do PT, Maria do Rosário, para quem Tarso vai fazer campanha, optou por falar sobre sua trajetória de educadora e política e, ao final, prometeu ser a "executiva da cidade". No primeiro programa, contudo, não apareceram integrantes do governo Lula.Além de Luciana e Maria do Rosário, outros cinco candidatos usaram o horário eleitoral para falar das próprias trajetórias, com roteiros muito parecidos, intercalando falas em forma de entrevista ou de tópicos com jingles e imagens pessoais ou da cidade e sem críticas aos adversários.Manuela D''Ávila (PC do B) citou sua história de militante estudantil, vereadora e deputada e se disse preparada para assumir a prefeitura aos 27 anos. Paulo Rogowski (PHS) afirmou que tem experiência, com vivência internacional, para modernizar as relações entre a prefeitura e o cidadão.O candidato do DEM, Onyx Lorenzoni, também apelou para as lembranças familiares, citou seus empreendimentos como empresário e os cargos políticos que ocupou e se disse "apaixonado" pelo projeto de gerir uma cidade. O prefeito José Fogaça (PMDB), que busca a reeleição, preferiu referir-se a aspectos de sua administração, como o controle de finanças e a conclusão de obras. Curiosamente, foi o único a citar o Orçamento Participativo, tema prioritário dos petistas em campanhas anteriores, lembrando que manteve e ampliou o processo de consulta popular.Nelson Marchezan Júnior, do PSDB, apresentou seu currículo, disse que herdou as virtudes políticas do pai, o deputado Nelson Marchezan, morto em 2002, e prometeu priorizar a saúde em seu programa de governo.A exceção foi Vera Guasso, do PSTU, que usou linguagem mais agressiva e saiu dizendo que apresentará propostas para "aqueles que" nunca foram prioridade do governo municipal nem do estadual ou federal.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.