Luciana Genro diz que PSDB alimenta 'disfarçadamente', postura antidemocrática

Candidata do PSOL comentou repercussão de polêmica passeata pedindo impeachment de Dilma e volta da ditadura durante ato pela reforma política nesta noite na Avenida. Paulista

José Roberto Castro, O Estado de S. Paulo

04 de novembro de 2014 | 20h47

 São Paulo - Em manifestação pela reforma política na Avenida Paulista, na região central de São Paulo, a ex-candidata do PSOL à Presidência, Luciana Genro, criticou nesta noite a reação do PSDB às manifestações ocorridas no sábado, 1, que pediram o impeachment da presidente reeleita, Dilma Rousseff. Ao comentar declarações como a do ex-deputado federal Xico Graziano (PSDB-SP), Luciana classificou a reação dos tucanos como "hipócrita". "Eles acabam alimentando, disfarçadamente, esse tipo de postura antidemocrática", afirmou.

Ex-coordenador da campanha do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e colaborador do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Xico Graziano escreveu nesta segunda-feira, 3, no Facebook que considera o pedido de impeachment de Dilma “uma causa antidemocrática” e “não republicana”.

Sobre o movimento que protestou no sábado no mesmo vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), Luciana disse que é uma parcela da população que não tem representatividade social. "É um movimento bastante marginal, não tem representatividade social. No entanto, é sempre perigoso."

Luciana culpou também o PT pelo movimento que pede o impeachment de Dilma. Ela disse que o partido "decepcionou" a população, ao abandonar bandeiras da esquerda e, assim, alimentar uma reação da direita. No entanto, Luciana condenou a manifestação de sábado. "Liberdade de expressão para pedir o fim da liberdade de expressão não é admissível."

Em uma manifestação que contava com petistas e integrantes do Psol e de movimentos sociais de esquerda, Luciana foi questionada se seu partido poderia caminhar junto com o PT na questão da reforma política. Apesar de dizer que "gostaria muito", ela se mostrou descrente com a possibilidade, pois, segundo Luciana, o PT não se mostra de fato empenhado na luta pelo plebiscito e pela convocação da Constituinte exclusiva. "No dia seguinte à vitória de Dilma, nós já vimos líderes do PT e a própria presidente voltando atrás e aceitando um mero referendo, que é insuficiente."

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