Luciana Genro diz que adversários trazem 'retrocesso'

A candidata do PSOL à Presidência da República, Luciana Genro, passou o dia em Belo Horizonte para dar a largada de sua campanha no Estado. Luciana afirmou que a terceira via política é a sua legenda, que possui "verdadeiras propostas concretas para mudar a estrutura política e econômica do País". "Aécio Neves (PSDB) significa um retrocesso ao neoliberalismo; Dilma Rousseff (PT) é um continuísmo conservador, que acaba levando também a retrocessos; e o Eduardo Campos (PSB) está no meio do caminho entre os dois: ele é um híbrido entre o PT e o PSDB", disse a jornalistas, durante um ''bandeiraço'' na Praça Sete, no centro da capital mineira. Mais cedo, a candidata fez uma caminhada por moradia na ocupação urbana Eliana Silva, na região do Barreiro, e almoçou com apoiadores em Contagem, na região metropolitana.

SUZANA INHESTA, Agência Estado

15 de julho de 2014 | 20h41

Dentre as propostas de governo de Luciana, estão uma "revolução" na questão tributária, com a regulamentação de impostos sobre grandes fortunas, auditoria da dívida pública, moradia digna para a população, reformulação das diretrizes do "Minha Casa, Minha Vida" e da lei do inquilinato e a "volta do poder público" na política de urbanização. "Não será fácil competir com os grandes partidos, mas contamos com o fato de que as nossas propostas dialogam diretamente com as necessidades da população e estão conectadas com as demandas de junho de 2013 e que ainda não foram atendidas. Contamos também com as redes sociais e com a militância. A maioria dos outros partidos só tem cabos eleitorais pagos e nós temos uma militância que vai para a rua porque acredita nas nossas propostas", afirmou.

A candidata comentou que irá se espelhar em Plínio de Arruda Sampaio, ex-deputado e que disputou a presidência por quatro vezes, que morreu no início do mês. "Vou me espelhar nele no sentido de dizer exatamente o que as pessoas gostariam de dizer e não têm a oportunidade de dizer para os políticos e também pautar os temas que os políticos do sistema não querem pautar. A essência do problema é o fato de que o Brasil está subordinado aos interesses do grande capital. Hoje quem comanda o País são os bancos, as grandes empreiteiras, as multinacionais", disse, reforçando que o PSOL possui uma política de não receber doações desses grandes grupos e que a campanha deste ano será financiada por doações de pessoas físicas, de militantes.

Copa

Sobre relacionar a realização da Copa do Mundo com a política, a candidata do PSOL disse não ver influência direta. "O que tem a ver é o escândalo que foram as negociatas que ocorreram nos bastidores dos jogos. As empreiteiras que financiam os grandes partidos são as mesmas que fizeram as obras superfaturadas da Copa. E há o contraste entre a ostentação dos estádios, construídos com o dinheiro público, a juros subsidiado, com a precariedade dos serviços públicos, como a saúde, educação, do transporte, da segurança, da miséria de uma ampla parcela da população."

Já o candidato ao governo do Estado pela Frente de Esquerda Socialista (PSTU/PSOL), Fidélis Alcantara (PSOL), disse acreditar que a relação entre a Copa e política é uma "grande falácia", uma "conversa fiada". "Tentar julgar ou misturar não passa de uma jogada de alguns partidos tentando tirar algum proveito contra ou favor do Mundial. Acredito que o brasileiro sabe muito bem separar política de futebol", declarou.

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