Lúcia Stumpf é primeira presidente mulher da UNE em 15 anos

A gaúcha de 25 anos é estudante de jornalismo pelas Faculdades Metropolitanas Unidas e foi eleita em 2007

04 de março de 2009 | 17h49

Lúcia Stumpf, presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), foi a primeira mulher em 15 anos a assumir o cargo em 2007. A última a exercer o posto na instituição foi Patricia de Angelis entre 1991 e 1992. Stumpf substitui Gustavo Petta, que foi presidente da UNE por dois mandatos seguidos (2003-2007).   Veja Também:  Ouça entrevista com a presidente da UNE, Lúcia Stumpf  Opine: A UNE ainda representa os estudantes?   Gaúcha de Porto Alegre, 25 anos e estudante de jornalismo pelas Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), de São Paulo, ela se apresentou como candidata única à presidência da UNE, para o biênio 2007-2009. A eleição coincide com a realização do 50º Congresso da entidade, quando os estudantes comemoraram os 70 anos de fundação da agremiação estudantil universitária, em 11 de agosto de 1937.   Em entrevista ao Estado, Stumpf revelou que é filiada ao PC do B e não acha ruim a falta de alternância que fez o seu partido dominar 16 das últimas 19 gestões da entidade. Ela afirma que o PC do B dá autonomia às entidades dirigidas por seus filiados e afirma que a participação do partido na base parlamentar do governo não constrange as críticas a Lula.   Ela conta que militar na UNE traz dificuldades no curso, por causa das constantes viagens. Bate duro no machismo - já foi chamada de ´gostosa´ quando discursava.  "Eu falo por mim: muitas vezes a gente não é tratada com respeito e seriedade", disse ao Estado, em agosto de 2007.   Histórico da entidade   A UNE foi fundada em 1937. Sua primeira grande luta foi estimular o engajamento do Brasil na luta contra o Eixo nazi-fascista, na 2.ª Grande Guerra. Teve atuação de destaque no enfrentamento esquerda-direita no início dos anos 60. Em 1964, o então presidente José Serra, da Ação Popular, teve de deixar o Brasil. A sede da entidade, na Praia do Flamengo, no Rio, foi incendiada por anticomunistas.   Nos anos seguintes, a UNE teve trajetória praticamente clandestina. Em 1973, seu presidente, Honestino Guimarães, foi preso e assassinado pelo regime militar. O corpo nunca foi localizado. A UNE ficou seis anos sem direção. Só foi reconstruída em 1979, em um congresso na Bahia.   Desde então, teve ampla hegemonia na direção da entidade o PC do B - somente no período de 1987 a 1991 os cargos foram ocupados por gente oriunda do PT. Nos últimos anos, as tendências não apresentam chapas nas eleições: acertam a divisão dos cargos de direção, já sabendo que a presidência será sempre do PC do B, que detém a maioria na eleição dos delegados.   (Com Agência Brasil)

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