Lobistas depõem e negam relação com máfia do sangue

Os empresários e lobistas Lourenço Rommel Peixoto e JairlerJabour de Alvarenga negaram nesta segunda-feira, em depoimento, envolvimento com a máfia do sangue,acusada de fraudar licitações para compra de hemoderivados noMinistério da Saúde. Aplicada de forma continuada durante 12 anos, afraude teria causado um prejuízo de cerca de R$ 2 bilhões aos cofrespúblicos, conforme estimativa da Polícia Federal e do MinistérioPúblico. Dos 17 acusados, 12 foram interrogados pela juíza da 10ªVara Federal de Brasília, Maria de Fátima Pessoa da Costa. Todos os ouvidos integram a lista de suspeitos levantada pela Operação Vampiro, da Polícia Federal. Representante da indústria farmacêutica Octopharma, integrante do cartel que vendiahemoderivados ao governo de forma fraudulenta, Jabour disse que atuavade forma legítima e negou qualquer participação em manipulação deconcorrências, suborno a servidores públicos e outros crimes de que éacusado. Explicou também que os R$ 360 mil encontrados pela PF numa desuas casas em São Paulo eram um empréstimo que ele havia tomado à casade Câmbio Non Stop.Elo de ligação do esquema PC Farias, montado no Ministério da Saúdedesde 1992, com os atuais fraudadores, capturados pela OperaçãoVampiro, Rommel Peixoto é sócio proprietário do Jornal de Brasília etornou-se um próspero empresário nos últimos anos. Entre as váriasempresas as quais controla, uma é da área da saúde, com negócios dentrodo Ministério. Ele foi lobista muitos anos junto à Central deMedicamentos do governo (Ceme), onde foi assessor da DiretoriaFinanceira. Rommel também negou qualquer envolvimento com a quadrilha.

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