Lobão nega tráfico de influência no ministério

Ministro também admitiu ter sido sondado por lideranças do PMDB, para disputar presidência do Senado

LEONARDO GOY, Agencia Estado

06 de outubro de 2008 | 17h39

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, negou nesta segunda-feira, 6, que haja tráfico de influência em seu ministério. A afirmação foi feita ao comentar reportagem publicada no sábado pelo jornal Folha de S.Paulo, segundo a qual o filho do senador José Sarney (PMDB-AP), Fernando Sarney, estaria sendo investigado por tráfico de influência no Ministério de Minas e Energia e em outros órgãos do governo. "Não conversei ontem, não conversei hoje e não conversei jamais com ele", afirmou. Lobão disse que as decisões de sua pasta são tomadas por ele e pelo presidente da República, "e por ninguém mais".O ministro também admitiu ter sido sondado por lideranças de seu partido, o PMDB, para disputar em fevereiro a presidência do Senado. Lobão é senador eleito pelo PMDB do Maranhão. "Alguns líderes chegaram a fazer uma manifestação nessa direção", afirmou. Contudo, ele disse que, se depender dele, prefere continuar no ministério. "Acho que estamos realizando um trabalho aqui. Prefiro ficar. Mas o que o partido decidir, eu cumprirei."Lobão pertence ao grupo político do senador José Sarney, que apoiou a candidatura do peemedebista Gastão Vieira na disputa pela prefeitura de São Luís. Entretanto, o candidato não conseguiu votos para ir ao segundo turno. Questionado se agora vai apoiar o candidato do PCdoB, Flávio Dino, Lobão respondeu que o grupo político ao qual pertence ainda não discutiu o assunto. Em relação à derrota de seu candidato, Lobão brincou: "Ele não foi derrotado, só não teve a vitória".

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.