Lobão não fecha com Lula indicações para estatais

Para presidência da Eletrobrás, cargo mais cobiçado, não foi confirmado o nome de favorito da ministra Dilma

Luciana Nunes Leal e Leonardo Goy, de O Estado de S.Paulo

13 de fevereiro de 2008 | 18h53

Fontes do Palácio do Planalto disseram nesta quarta-feira, 13, que, apesar da reunião de uma hora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, não foi confirmado nenhum nome para ocupar os principais cargos das estatais do setor energético.   Para a presidência da Eletrobrás, cargo mais cobiçado, não foi confirmado o nome do ex-presidente da Eletronuclear, Flávio Decat, o favorito da ministra Dilma Rousseff e que estava praticamente garantido. A outra opção em estudo é o indicado do ex-presidente José Sarney, o ex-presidente da Eletronorte José Antônio Muniz Lopes.   No ano passado, a indicação de Muniz - afilhado político de Lobão e do senador José Sarney (AP) - já enfrentara restrições. Ele era cotado para a Diretoria de Engenharia da Eletrobrás, mas em seu lugar entrou Valter Cardeal, hoje presidente interino da empresa. Cardeal é ligado a Dilma, que tentou mantê-lo à frente da Eletrobrás, mas foi obrigada a ceder num momento em que o governo enfrenta batalha no Congresso.O PMDB venceu o duelo com o PT e vai emplacar Jorge Zelada na Diretoria Internacional da Petrobrás. Em compensação, a líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), recebeu a garantia de que Jorge Boeira irá para a presidência da Eletrosul. O engenheiro Lívio de Assis Rodrigues, indicado pelo deputado Jader Barbalho (PMDB-PA) para a Eletronorte, tem problemas com a Fazenda Nacional e é réu em processos envolvendo precatórios. Mas prometeu mostrar certidões negativas e documentos para provar sua inocência.Sarney - que apadrinhou Lobão - conseguirá pôr Astrogildo Quental na Diretoria Financeira da Eletrobrás. Para a Diretoria Administrativa irá Miguel Colasuonno, protegido do ex-governador Orestes Quércia e do presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP).Questionado sobre a pressão do PMDB, Múcio admitiu que "a faca vive no pescoço". Articulador político do governo, disse, entretanto, que "essas coisas já deviam ter saído". Na sua avaliação, a longa interinidade nos cargos causa "problemas" ao governo.   Lobão definiu na terça dois secretários para sua pasta. Para Planejamento e Desenvolvimento Energético vai Altino Ventura Filho, que já presidiu a Eletrobrás. Na Secretaria de Petróleo e Gás, João Souto substituirá Djalma Rodrigues de Souza, que está numa das diretorias da Petroquisa.   (Colaborou Vera Rosa, de O Estado de S.Paulo)

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