Lobão Filho anuncia saída do DEM e se diz 'vítima' de acusações

Senador assumiu o lugar do pai, o ministro Edison Lobão, há 20 dias e ainda não mostrou provas de inocência

Rosa Costa, de O Estado de S. Paulo,

18 de fevereiro de 2008 | 20h45

O senador Lobão Filho anunciou formalmente nesta segunda-feira, 18, o seu afastamento do DEM. Ele afirmou que deseja procurar "novos rumos", e agradeceu ao senador José Agripino (DEM-RN) pela condução do assunto no partido, segundo informações da Agência Senado.  Empossado há 20 dias na vaga aberta com a ida de Edison Lobão (PMDB-MA) - seu pai e titular do mandato - para o cargo de ministro de Minas e Energia, o senador Edison Lobão Filho (DEM-MA) escolheu uma segunda-feira de plenário vazio para fazer seu primeiro discurso.  Em vez de cumprir a promessa de apresentar documentos para se defender de uma série de denúncias, Lobão se limitou a dizer que foi vítima de "acusações irresponsáveis e claramente motivadas por interesses contrariados". "Mas para mim esse fato está superado", afirmou, antes de dizer, outra vez, que apresentará esclarecimentos ao corregedor do Senado, Romeu Tuma (PTB-SP). Conhecido por Edinho, o 14º suplente a ocupar uma cadeira da Casa escolheu o nome parlamentar de Lobão Filho. Ele é investigado pelo Ministério Público pela suspeita de ter transferido para a empregada doméstica de seu sócio suas cotas na distribuidora de bebidas Bemar, cujo débito com a receita ultrapassa a casa dos R$ 40 milhões.  Os promotores também investigam sua participação como sócio oculto da empresa que sucedeu a Bemar, a também distribuidora Itumar. Lobão Filho é ainda suspeito de envolvimento de fraudes contra a Companhia de Processamento de Dados do Maranhão (Prodamar), que apagou 3 mil notas fiscais de 205 empresas, causando um prejuízo de R$ 60 milhões entre 1993 e 1999 ao Estado.  Seu patrimônio saltou depois de ter trabalhado como secretário particular de seu pai, entre 1991 e 1994, quando Edison Lobão governou o Maranhão.

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