Lobão diz que filho quer se licenciar da vaga no Senado

Lobão Filho vem sendo acusado de ter usado uma empregada doméstica como laranja em empresa no Maranhão

Leonardo Goy,

17 Janeiro 2008 | 17h57

O futuro ministro de Minas e Energia, senador Edison Lobão (PMDB-MA), disse nesta quinta-feira, 17, que seu filho e suplente, Edison Lobão Filho, pretende se licenciar da vaga que assumirá no Senado para responder às denúncias feitas contra ele. Lobão Filho vem sendo acusado de ter usado uma empregada doméstica como laranja na gestão de uma empresa no Maranhão.   Veja Também:   Lobão e Hubner se encontram, mas não discutem cargos   "Ele pretende se licenciar para responder lá fora as alegações que são feitas contra ele do ponto de vista empresarial. Não é nada político e nem há dinheiro público. Além disso, é tudo injusto e falso", disse.   Lobão disse que espera que as denúncias contra seu filho não atrapalhem sua atuação no ministério. "Mas isso consome bastante energia", ironizou. Lobão avalia que uma vez licenciado do cargo, seu filho não deverá ter foro privilegiado para se defender das acusações.     Cargos   Lobão diz que já tem pelo menos dois nomes cotados para o cargo de secretário-executivo do ministério. O atual secretário de Planejamento Energético do ministério, Márcio Zimmermann e o ex-prefeito de São Paulo Miguel Colasuono (PMDB-SP).   Segundo fontes, Colasuono seria uma indicação do ex-governador paulista Orestes Quércia. Zimmermman, por sua vez, chegou ao ministério pelas mãos da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Ele, inclusive, chegou a ser cotado para assumir o comando do MME no ano passado, quando Silas Rondeau deixou o cargo por causa de denúncias de corrupção.   Lobão disse, entretanto, que sua gestão no ministério não será de "porteira fechada", o que significa que o PMDB não terá todos os cargos. "Muitos cargos serão do PMDB, mas haverá diretorias de estatais de outros partidos."   Segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lhe deu liberdade para formar sua equipe. "Mas não vou trocar todo mundo. Aqui há técnicos que têm a memória do setor." Assim como na sua entrevista de ontem no Palácio do Planalto, Lobão não disse se manterá Maurício Tolmasquim na presidência da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). "Ainda estou examinando esse ponto." Conforme Lobão, a definição dos cargos nas estatais deve ocorrer em 30 dias.   A respeito de sua conversa com a ministra Dilma hoje, Lobão afirmou que a ministra está otimista com relação à velocidade do licenciamento ambiental das novas hidrelétricas. "O Ibama é um bem, mas o rigor acima do limite pode prejudicar."   O senador disse que, a partir de sua conversa com Dilma, ele avalia que os projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que estão no ministério de Minas e Energia não deverão sofrer cortes devido à perda de arrecadação provocada pelo fim da CPMF. "Eu suponho que o ministério ficará de fora, pois sem energia nada funciona."        

Mais conteúdo sobre:
LobãoMinas e Energia

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.