Lobão diz que cabe ao seu filho decidir se assume cargo

Ele é acusado de ter usado uma empregada doméstica como laranja na gestão de uma empresa no Maranhão

LEONARDO GOY, Agencia Estado

24 de janeiro de 2008 | 17h46

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que cabe a seu filho e suplente, Edison Lobão Filho (DEM-MA), tomar as decisões sobre deixar ou não o partido e assumir o cargo de senador. "Essa é uma questão que ele vai decidir. Ele já está no Brasil e está tomando as providências", disse Lobão.   Veja Também:   Lobão Filho também deve renunciar ao mandato   Lobão Filho é acusado de ter usado uma empregada doméstica como laranja na gestão de uma empresa no Maranhão e há pressões para que não assuma o cargo como suplente para não desgastar a imagem do pai, empossado como ministro na segunda-feira.   Pressionado pela cúpula do DEM, o Lobão Filho comunicou na quarta-feira, ao líder do partido no Senado, Agripino Maia (RN), que vai abandonar a legenda. "Será melhor para ele, melhor para o partido", disse Agripino. Alvo de investigações do Ministério Público em um milionário caso de sonegação fiscal, Lobão Filho tornou-se um incômodo para o partido, principalmente, depois que seu pai, Edison Lobão (PMDB-MA), de quem é suplente no Senado, assumiu o ministério de Minas e Energia.     "Não queremos um senador da base do governo no DEM. Houve, mesmo, pressão para que ele saísse", disse o presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ). "Disse a ele que era uma incoerência política a permanência dele no partido", afirmou Agripino.   Segundo Agripino, o DEM não vai reclamar o mandato de Edison Lobão Filho no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em outubro passado, o tribunal decidiu que senadores, prefeitos e governadores - eleitos pelo sistema majoritário - que mudaram de partido após 16 de outubro de 2007 estão sujeitos à perda de mandato se mudarem de partido.

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