André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Livro traz poesias escritas ao cumprir pena do mensalão

O Estado de S.Paulo

02 Abril 2015 | 06h03

"É tempo de quem se vai. Pouca gente volta." Despido do poder e sobrevivendo ao dia a dia no cárcere, o ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT) tomou como base o dia de sua prisão, 4 de fevereiro de 2014, para organizar o livro de poemas Quatro & outras lembranças. Com 13 capítulos e 116 páginas, o livro escancara a solidão de quem esteve, entre 2003 e 2005, primeiro biênio do governo Luiz Inácio Lula da Silva, no rol dos mais poderosos da República.

Desde que passou a cumprir o regime aberto, João Paulo tem recebido deputados e senadores e conversado sobre o vaivém do governo Dilma Rousseff na política e as agruras na economia. Além disso, gosta de acompanhar as discussões sobre os rumos do PT, que em junho promoverá seu 5º Congresso para uma reflexão doméstica, após a série de crises que atingiu o partido.

Nas horas vagas, João Paulo escreve poesias que tratam de amor, desilusão, injustiça, desencanto e esperança. Uma delas afirma que "perder é um verbo que se conjuga no começo, no meio e no fim". / V.R.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.