Reprodução/Instagram Fabrício Queiroz
Reprodução/Instagram Fabrício Queiroz

Livre, Queiroz vai a manifestações bolsonaristas e usa bordão do presidente

Denunciado como operador do esquema de ‘rachadinhas’, ex-assessor também se diz ‘pronto para o combate’ e sinaliza apoio à reeleição de Jair Bolsonaro 

Caio Sartori, O Estado de S.Paulo

03 de maio de 2021 | 11h05

RIO - Desde que teve a prisão revogada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), em março deste ano, Fabrício Queiroz voltou a circular pelo Rio de Janeiro. No último fim de semana, o ex-assessor denunciado como operador do esquema de “rachadinha” no gabinete do senador e ex-deputado estadual Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) frequentou até a manifestação bolsonarista do 1º de maio. 

Em seu perfil no Instagram, cujo acesso é restrito a seguidores, Queiroz postou um vídeo no qual os manifestantes estão cantando o hino nacional. Em outra gravação, ele registrou a subida de um balão que puxava consigo uma bandeira com o rosto do presidente Jair Bolsonaro, seu amigo dos tempos de Exército. Na legenda, sinalizou a empolgação com a tentativa de reeleição do mandatário: “Subindo rumo a 2022! Brasil acima de tudo. Deus Acima de todos!!” 

Depois, ele publicou ainda um vídeo que compila momentos do 1º de maio País afora e um outro em que corre de sunga na areia da praia em direção à câmera - quando para diante dela, presta continência. A legenda deste último volta a usar o bordão de Bolsonaro: “Pronto para o combate Sr! Brasil acima de tudo, Deus acima de todos!!”

Pouco presente nas redes nos últimos dois anos, durante as investigações do Ministério Público do Rio que culminaram na denúncia por peculato, lavagem de dinheiro, organização criminosa e apropriação indébita, o ex-assessor voltou com tudo no último mês. Antes das publicações do fim de semana, havia postado fotos com as filhas e amigos. 

No mês passado, Queiroz chegou a ser visto no estacionamento do Palácio Guanabara, sede do governo do Rio, como mostrou o portal Uol. Uma de suas filhas, Evelyn - também denunciada pelo Ministério Público do Rio -, havia sido nomeada para um cargo na Casa Civil, mas teve o ato revogado dois dias depois. 

Queiroz passou pouco menos de um mês na cadeia em meados de 2020, quando o MP conseguiu na Justiça as prisões preventivas dele e da mulher, Márcia Oliveira de Aguiar. Ela ficou foragida durante aquele período, mas apareceu quando o STJ concedeu ao casal o direito à prisão domiciliar. Em março deste ano, a mesma Corte lhes deu a liberdade. 

Segundo o MP, ele era o operador do suposto esquema colocado em curso no gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio. Parte dos assessores transferia para Queiroz o que recebia. O homem de confiança da família presidencial também fez uma série de pagamentos de despesas pessoais do então deputado. 

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