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Lista pode comprovar denúncias de corrupção no ES

O Ministério Público Estadual (MPE) do Espírito Santo está investigando uma lista com nomes de prefeitos e de outros políticos encontrada na casa de Gentil Ruy, cunhado do governador José Ignacio Ferreira (sem partido) e ex-secretário de governo, que está preso. Ao lado dos nomes, constam valores que segundo os promotores, podem ser cifras referentes a pagamentos de campanha política desses políticos. Preso desde a semana passada, Ruy e outros ex-integrantes do governo estadual são investigados em vários inquéritos por formação de quadrilha, corrupção e desvio de dinheiro público. Durante depoimento de oito horas no MPE, Gentil Ruy disse que recebeu a lista do ex-caixa de campanha do governador Raimundo Benedito de Souza Filho, o Bené, que também é envolvido no esquema de desvio de dinheiro e está foragido da polícia.A lista poderia ser uma explicação para o desaparecimento de R$ 4,3 milhões, que estavam depositados em uma conta da Fundação Augusto Rushie e que seriam usados para um suposto projeto ambientalista. Ruy seria o organizador da transferência do dinheiro da conta da fundação para três contas particulares de Bené abertas na cooperativa de crédito Coopetfes. Em acordo com o cunhado do governador, Bené poderia ter recebido os R$ 4,3 milhões com o objetivo de financiar campanhas políticas de prefeitos e outros políticos aliados do governo.No depoimento, Ruy não soube explicar como a lista apareceu em sua casa e do que ela se tratava. O promotor Fábio Vello, responsável pelas investigações, se negou em detalhar as respostas de mais de 80 perguntas feitas ao ex-secretário. Ele alega que a divulgação do depoimento atrapalha as investigações.Hoje, mais três acusados de participar do esquema de desvio de dinheiro público se apresentaram à polícia de Vitória, entre eles o diretor-presidente da Coopetfes, Gabriel dos Anjos, considerado peça-chave nas investigações do MPE, além de outros dois funcionários da Coopeftes, Marcelo Gabriel de Almeida e Paulo Sérgio Torres da Silva. Com as novas prisões, sobe para nove o número de envolvidos que já estão na cadeia. Bené e outros dois acusados continuam foragidos. Para facilitar as buscas e receber mais informações, a polícia colocou fotos dos três foragidos no site www.pc.es.gov.br.A CPI da Propina, que investiga as denúncias de corrupção no governo, foi prorrogada por mais 90 dias. O encerramento dos trabalhos e a entrega do relatório estavam previstos para o próximo dia 14, mas os deputados que formam a CPI pediram mais tempo para permitir mais pressa nos trabalhos da Comissão Especial que está analisando o pedido de impeachment do governador, feito pelos partidos de oposição no início de julho.

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