ANDRE DUSEK / ESTADÃO
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Lira nega suspensão do processo de impeachment com base em interferência de Jucá

Questionamento é por 'desvio de finalidade' após gravações; presidente da Comissão disse que a matéria já foi superada

Isabela Bonfim , O Estado de S.Paulo

25 de maio de 2016 | 13h08

BRASÍLIA - Após questionamento do senador Lindbergh Farias (PT-RJ), que pediu que a suspensão do processo de impeachment com base nos diálogos que envolvem o ex-ministro do Planejamento, Romero Jucá, o presidente do colegiado, Raimundo Lira (PMDB-PB), negou a interrupção dos trabalhos.

De acordo com Lira, a questão já foi levantada em outra oportunidade e está "superada". O presidente se referia a requerimentos anteriores, antes do afastamento da presidente Dilma Rousseff, que apontavam desvio de finalidade e vício no processo após o afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

O colegiado, entretanto, ainda não havia analisado questão de ordem específica sobre a atuação de Jucá. O senador foi flagrado em um áudio em que dizia que era preciso "trocar o governo" para estancar as investigações da operação Lava Jato.

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