Lins depõe à Corregedoria da Alerj em sessão fechada

A Corregedoria da Assembléia Legislativa do Rio (Alerj) iniciou nesta manhã o interrogatório do deputado e ex-chefe da Polícia Civil, Álvaro Lins (PMDB), sobre seu suposto envolvimento em esquema de corrupção denunciado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público. A deputada estadual Cidinha Campos (PDT), voz dissonante na Alerj, foi impedida pelo corregedor da Casa, o deputado Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB), de participar do interrogatório. Rocha permitiu que Cidinha assistisse a sessão fechada, mas sob o compromisso de não interrogar Lins. A deputada deixou a sala de comissões esbravejando e prometeu tomar providências junto ao presidente da Alerj, Jorge Picciani (PMDB), para exercer seu mandato. "Quem é ele para tentar me impedir de falar dentro desta Casa? Vou agora mesmo recorrer ao Picciani" disse Cidinha. Lins está sendo sabatinado pelo corregedor e pelo corregedor-adjunto da Alerj, Comte Bittencourt (PPS). Além dos três parlamentares, participa do interrogatório um assessor de Lins, que seria delegado da Polícia Civil.Álvaro Lins foi preso na quinta-feira passada, acusado de comandar uma organização criminosa que, segundo a investigação, usava a estrutura policial para lavagem de dinheiro e facilitação de contrabando para a máfia dos caça-níqueis.

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