Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Lindbergh sabia que dinheiro de campanha era ilícito,diz Janot

Brasília - De acordo com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) "tinha conhecimento do caráter ilícito dos valores recebidos" de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobrás, para sua campanha eleitoral de 2010, quando se elegeu senador.

Fábio Brandt, Beatriz Bulla e Talita Fernandes, O Estado de S. Paulo

06 de março de 2015 | 22h55

O STF aceitou, nesta sexta-feira, o pedido de abertura de inquérito contra Lindbergh feito por Janot. Na justificativa da solicitação, o procurador citou depoimentos prestados por Paulo Roberto e pelo doleiro Alberto Youssef, que aceitaram colaborar com as autoridades em troca de abrandamento da punição por terem participado do esquema de corrupção.


"Segundo consta do depoimento no Termo de Colaboração nº 10, de PaulO Roberto Costa, decorrente de acordo de colaboração premiada já homologado pelo Supremo Tribunal Federal, o senador Lindbergh Farias solicitou e recebeu, de Paulo Roberto, dois milhões de reais para sua campanha ao Senado em 2010", cita o procurador. 

Depois, ele relata achados da operação que apontam que o petista também se aproximou de Costa em 2014 para pedir que ele ajudasse na arrecadação para sua campanha ao cargo de governador do Rio - eleição que ele perdeu para Fernando Pezão (PMDB). 

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